Brasil 2014

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Terça, 26 de agosto de 2008, 19h08  Atualizada às 20h19

São Paulo age para receber abertura no Morumbi

Tossiro Yamamoto
Direto de São Paulo
Agência Lance

Morumbi poderá receber o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014
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O São Paulo está se movimentando nos bastidores para que a abertura da Copa do Mundo, em 2014, seja realizada no Morumbi. Em debate realizado nesta terça-feira entre arquitetos e engenheiros da capital paulista, o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho, afirmou que têm ocorrido encontros freqüentes entre as autoridades paulistas e a diretoria tricolor, a fim de que seja estabelecido um planejamento correto para convencer a Fifa de que a capital paulista tem condições de receber o jogo inicial da competição. A principal concorrente deve ser Belo Horizonte.

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Carvalho afirmou, porém, que "não há sentido autoridades se mexerem no sentido de injetar dinheiro público em construções privadas". Segundo ele, os clubes que pretendem receber partidas da Copa precisam encontrar soluções econômicas que não dependam de investimento do governo. A responsabilidade pública ficaria apenas com a melhoria da infra-estrutura das cidades.

Ruy Ohtake, arquiteto responsável pela autoria do projeto de modernização do Morumbi, esteve presente no encontro, e, além de exibir as pretensões do São Paulo, disse que o clube deve anunciar nos próximos dias algumas parcerias que tornarão viável a execução do que foi planejado e entregue à Fifa no ano passado.

"O São Paulo só vai investir no que é de sua propriedade", declarou, ao acrescentar que, do mesmo modo, fará o governo com o que lhe pertence. "Os gastos referentes à segurança e transporte (por exemplo) ficarão com o governo".

Entre alguns fatores que poderão ajudar a campanha da cidade de São Paulo junto à Fifa será a linha 4 da rede metroviária, cuja finalização está prevista para 2012. A estação mais próxima do Morumbi, que se chamará São Paulo/Morumbi, deverá ficar a 1,25 km do estádio são-paulino, enquadrando-se no caderno de encargos da entidade máxima do futebol, a qual exige a existência de um "transporte de massa" a no máximo 1,5 km de distância, o que contribuiria também para a dispersão da torcida. "Calcula-se um escoamento em oito minutos com essa distância", afirmou Ohtake.

O estacionamento nas adjacências do estádio é algo que também rende discussão. Para as autoridades, isso não é primordial no projeto. Ohtake concorda, mas acredita que, apesar de o estacionamento não ser essencial para o local, "ele não é de grande interesse apenas do São Paulo". Segundo o arquiteto, a obra serviria para os torcedores que quiserem ir de carro ao estádio fora do horário de pico, "desafogando" o transporte público.

Questionado sobre a Arena Palestra Itália, projeto cujas obras podem ser iniciadas ainda neste ano, o arquiteto disse não temer pela concorrência. "O Palmeiras não teria capacidade suficiente (60 mil lugares) para receber a abertura, conforme exige a Fifa", afirmou, comparando a capacidade futura dos dois estádios. Enquanto o Morumbi deverá ter 62 mil lugares à disposição da torcida, a arena multiuso alviverde, por sua vez, poderá receber após a conclusão da reforma, aproximadamente 43 mil pagantes.

Redação Terra