Brasil 2014

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Segunda, 1 de dezembro de 2008, 18h13 

Ministro vê São Paulo e Rio como pilares de 2014

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Principal atração do encontro promovido pelo Cebrase (Central Brasileira do Setor de Serviços), com o objetivo de discutir e elaborar metas para o desenvolvimento da infra-estrutura necessária para receber a Copa do Mundo de 2014, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, aproveitou sua passagem pela capital paulista para eleger a cidade e o Rio de Janeiro como os carros-chefes para o sucesso do evento.

Na opinião do ministro, São Paulo e Rio de Janeiro terão participação direta no que, segundo ele, tem tudo para ser a "melhor Copa do Mundo de todos os tempos" e trazer incontáveis benefícios ao futuro do País.

"São Paulo tem o papel-chave. É a principal cidade do País e as maiores empresas estão aqui. São Paulo e Rio de Janeiro serão os dois principais pilares da organização do evento e terão participação decisiva no sucesso da Copa", apostou.

Orlando Silva voltou a apresentar em sua palestra os números que ilustram os ganhos recebidos pela Alemanha por conta do Mundial de 2006, assim como a previsão de retorno para a África do Sul, palco da Copa de 2010, mas não soube precisar o valor que o Brasil precisará investir para deixar tudo pronto a tempo da realização da Copa de 2014.

"Temos números da Alemanha e perspectivas para a África do Sul. A Copa será em 14, mas haverá incremento na economia do País antes e depois disso. Os números do investimento carecem da decisão da Fifa sobre quantos sedes teremos. A Fifa quer dez, nós insistimos em 12, pois somos um país continental. A definição sairá em março e só então poderemos priorizar quais investimentos serão feitos em quais cidades".

Veto ao dinheiro público

Independentemente do número de sedes que vierem a ser definidas pela Fifa, Orlando Silva tem uma opinião formada quanto à utilização do dinheiro público para a construção ou reforma de estádios e arenas esportivas, como foi feito na construção do Bezerrão, na cidade-satélite do Gama, que custou R$ 56 milhões aos cofres do governo do Distrito Federal.

"Eu acho um erro o governo investir na construção ou reforma de estádios, pois já terá que investir muito em infra-estrutura, como portos, aeroportos, estradas e telecomunicações. O setor público deveria refletir sobre a conveniência de investir nesse tipo de equipamento e, para mim, não é conveniente", opinou.

Na opinião do ministro, a saída para a modernização dos estádios e para o surgimento de novas Arenas seria uma parceria com a iniciativa privada. "O governo deveria sim criar a oportunidade de fazer concessões para que o setor privado possa administrar esse tipo de espaço. O governo garantindo crédito pode estimular participação e investimento privado", concluiu.

Gazeta Press