Brasil 2014

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Quarta, 24 de junho de 2009, 14h20 

Juvenal usa exemplo europeu para "aceitar" dinheiro público

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Possível palco da partida de abertura da Copa de 2014, o Morumbi passará por reformas visando o torneio e o São Paulo, dono da arena, já vê com bons olhos a possibilidade de contar com o apoio financeiro da iniciativa pública para adequar o local às exigências da Fifa. Hoje, o estádio ainda convive com críticas em relação a sua estrutura e é ameaçado por Brasília e Belo Horizonte na "briga" para receber o primeiro jogo do Mundial.

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O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, foi quem deixou no ar a possibilidade de receber ajuda do governo para melhorar as condições do Morumbi. Defendendo sua tese, o cartola citou como exemplo a Europa, onde o poder público costuma ajudar os clubes nesse caso.

"O que o governo não dá para a população, nós damos. O futebol é o ponto de lazer do povo", defendeu Juvenal, em entrevista à ESPN. "Esse dinheiro público deixaria obras e legados", previu o são-paulino, que na última terça-feira recebeu a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Eu dizia: 'presidente, preciso de atenção do poder público, eu sou particular'", afirmou Juvenal. "Foi uma reunião importante, intensa, que durou muito tempo e na qual podemos conversar bastante. O presidente fez uma análise muito segura e deixou o Morumbi confiante", garantiu.

Sobre a abertura da Copa, Juvenal mostrou-se certo de que o jogo inaugural será em São Paulo. "Tudo indica claramente que a abertura da Copa será em São Paulo. Já se imaginou uma Copa do Mundo sem São Paulo? Não dá", disse. "Brasília parece que se dispõe a fazer um estádio para 70 mil torcedores, enquanto que a média de publico lá é de cinco mil pessoas. O que farão com esse local quando não tiver jogos?", questionou.

Redação Terra