Brasil 2014

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Terça, 1 de setembro de 2009, 14h27 

BNDES quer evitar "elefantes brancos" após Copa 2014

Elaine Felchacka
Direto de Curitiba
Divulgação

BNDES promete abrir linhas de créditos para as obras
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Estádios que não tenham vida útil garantida após a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil, correm o risco de ficar fora dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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A instituição financeira vai abrir linhas de créditos para as obras, mesmo em estádios particulares. Mas um dos principais critérios para aprovação do financiamento é a auto-sustentação dos estádios após o Mundial.

O Ministério do Esporte espera que, com a medida adotada pelo BNDES, seja evitado reformas e construções de grandes e modernas praças esportivas que fiquem sem vida útil após a competição. Principalmente em cidades-sedes com histórico de baixa presença de público nos jogos.

"Estamos (governo) com uma linha de financiamento, mas não para estádios que se tornarão elefantes brancos. O BNDES vai investir nos locais que possam se sustentar após a Copa", explicou o secretario executivo do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, que em abril deve assumir a pasta, em substituição a Orlando Silva, que participará das Eleições 2010.

Altos investimentos em obras esportivas que são abandonadas já não são novidades no Brasil. Um exemplo recente é o próprio Pan-Americano, que foi realizado no Rio de Janeiro em 2007.

O Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo, obras que receberam investimento público, estão sem atividades esportivas desde o encerramento da competição.

"Estamos tentando combater que essas cidades com média baixa de público invistam muito alto, construindo estádios grandiosos. Temos que evitar isso, esses desperdício", reforçou Wadson.

Especial para Terra