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Quinta, 8 de outubro de 2009, 13h52 Alta tecnologia permite fácil identificação de torcedores na Arena |
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O projeto-piloto de combate à violência e uso de drogas testado na Arena da Baixada, na última quarta-feira, durante o jogo entre Atlético-PR e Grêmio, mostrou eficiência já nos primeiros minutos de funcionamento.
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Antes da metade do primeiro tempo, o operador das câmeras flagrou um grupo de torcedores fazendo uso de substância entorpecente nas arquibancadas do estádio.
Por meio de comunicação via rádio, seguranças do clube e agentes da Secretaria Antidrogas de Curitiba abordaram os três jovens e os encaminharam para a triagem da Polícia Civil, no primeiro andar do estádio. Como eles não estavam de posse de nenhum entorpecente e nem com passagens pela polícia foram liberados.
"O sistema funciona muito bem. Com a qualidade da imagem é possível identificar cada torcedor. Os três que foram flagrados pelas câmeras e depois foram liberados. Mas o que temos que levar em consideração é que o sistema funciona muito bem", disse o presidente da Câmara de Ética do Atlético-PR, Rafael de Melo, que vai analisar a situação dos três torcedores.
"Se forem sócio-torcedores, podem até ser expulsos. Se não forem sócios teremos que iniciar uma investigação para saber como eles entraram no estádio, já que as cadeiras são todas vendidas", explicou Rafael.
As quatro câmeras utilizadas na Arena da Baixada foram monitoradas de uma sala no setor das cabines e camarotes. Dois monitores de LCD de 42 polegadas, além do monitor do próprio equipamento de segurança, permitem que vários pontos do estádio sejam monitorados simultaneamente.
Assim que o operador do equipamento ou qualquer agente percebe uma movimentação atípica, uma das câmeras aproxima a imagem para uma avaliação melhor da situação visualizada.
Para a Copa do Mundo de 2014, o número de câmeras será muito maior. Além disso, serão instaladas duas antenas, em setores diferentes, para melhorar ainda mais a qualidade das imagens.
"Ainda não temos definido o número de câmeras, mas a estrutura será muito maior", afirmou Rafael de Melo.