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Terça, 20 de outubro de 2009, 15h25 Ex-presos trabalharão nas obras de estádios da Copa de 2014 |
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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, assinou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, um acordo de cooperação técnica com o Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014 para oferecer a presos e ex-detentos vagas de trabalho nas obras preparatórias para a competição esportiva, que será realizada no Brasil.
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A iniciativa faz parte do projeto "Começar de Novo", criado pelo CNJ para promover a ressocialização de presos por meio de capacitação profissional e parcerias com empresas de diversos setores para que ofereçam postos de trabalho aos ex-detentos.
De acordo com o presidente do CNJ, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), a iniciativa é importante porque ajuda a recuperar a autoestima de quem passou pelo sistema penitenciário.
"Todo esse processo ajuda no restabelecimento da autoestima e da confiança de ser realmente produtivo. Tem a ver com a sensação de pertencer e se reconhecer como legítimo integrante da comunidade. É resgatar inteiramente a dignidade do ser humano que mesmo tendo ultrapassado os limites da lei, nunca deixou de ser cidadão", disse Mendes.
O presidente do Comitê Organizador da Copa de 2014 e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, também destacou o papel da iniciativa na reinserção de ex-detentos no mercado de trabalho.
Ainda durante o evento, Teixeira disse não acreditar que os confrontos, no último fim de semana, entre traficantes de drogas no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio, possam causar prejuízos à imagem da cidade e do país no cenário internacional. O episódio provocou a morte de pelo menos 20 pessoas e a derrubada, a tiros, de um helicóptero da polícia.
"Foi grave, não vamos esconder o sol com a peneira, mas menos grave do que o que aconteceu em Londres, por exemplo, quando mais de 50 pessoas morreram em um atentado ao metrô. Este fato existe no mundo todo, a violência é inerente a todas as grandes cidades e a repercussão foi natural, da mesma forma que existe quando a gente liga a televisão e vê os ataques de garotos alucinados nos Estados Unidos dando tiro em todo mundo", disse.