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 Sanchez brinca: "impedir" Morumbi na Copa é minha atribuição
27 de agosto de 2010 13h51 atualizado às 16h37

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Sanchez, ao lado do presidente da CBF na foto, reforçou que tem mau relacionamento com diretoria são-paulina. Foto: CBF News/Divulgação

Sanchez, ao lado do presidente da CBF na foto, reforçou que tem mau relacionamento com diretoria são-paulina
Foto: CBF News/Divulgação

Durante palestra a estudantes em São Paulo na manhã desta sexta-feira, Andrés Sanchez disse que sua principal atribuição como presidente do Corinthians seria impedir que o Morumbi receba jogos da Copa do Mundo. O mandatário alvinegro atacou o São Paulo ao ser questionado por uma jovem sobre suas principais responsabilidades no cargo de presidente do Corinthians.

"Em primeiro lugar, é não deixar que tenha jogo da Copa do Mundo de 2014 no Morumbi. Depois, é garantir que (a cidade de) São Paulo não fique fora da Copa do Mundo e receba o jogo de abertura", afirmou Sanchez, que tem laços estreitos com Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Porém, poucas horas depois, o presidente voltou atrás em uma nota publicada pelo site oficial do clube. No comunicado, o dirigente corintiano alegou que estava brincando e frisou respeito ao rival.

Apesar de afirmar que torce para que o estádio são-paulino sedie jogos da Copa de 2014, lembrou que tem problemas de relacionamento com a diretoria da equipe tricolor, por conta da limitação da carga de ingressos imposta pelo São Paulo nos jogos no Morumbi.

O Morumbi surgiu como principal candidato para sediar o jogo de abertura do Mundial do Brasil. No entanto, o local já foi descartado oficialmente pela Fifa. Atualmente, o palco da Copa do Mundo na capital paulista permanece indefinido.

No discurso, Sanchez também falou rapidamente sobre sua trajetória de vida e como chegou ao cargo de presidente do Corinthians. Durante a palestra, ele se referiu à rivalidade com o São Paulo e citou o tumulto no setor de visitantes do Morumbi após o empate por 1 a 1, no Campeonato Paulista de 2009.

"Eu me considero corresponsável por aquele pisoteamento. Como dirigente, aprendi naquele dia a ser mais responsável com as minhas atitudes e declarações, porque você não tem controle sobre a massa e ela pode se revoltar. Naquele dia, Deus evitou um massacre", afirmou.

Após a partida, os torcedores corintianos entraram em confronto com a PM e mais de 20 pessoas ficaram feridas. Irritado com o incidente nas arquibancadas e com a limitação da carga de ingressos imposta pelo São Paulo nos jogos no Morumbi, o chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África do Sul disse que voltaria ao estádio apenas como visitante.

"Todo mundo sabe que eu tenho uma sacanagem com o São Paulo e da minha briga com o Juvenal (Juvêncio, presidente do clube tricolor). O Corinthians é grande, mas não existe sem o próximo e o próximo não existe sem o Corinthians", acrescentou Sánchez, antes de apresentar um vídeo institucional.

Confira o comunicado emitido pelo Corinthians na íntegra:

O presidente Andrés Sanchez faz questão de vir a público esclarecer que se dirigiu ao São Paulo em tom de bricandeira durante a palestra desta manhã na Feira do Estudante 2010.

Andrés frisa que tem um enorme respeito pelo rival e torce para que o clube se acerte com a Fifa para a realização de partidas da Copa do Mundo de 2014 no Estádio do Morumbi.

Irritado com a limitação de ingressos imposta pelo São Paulo e com o tumulto no setor de visitantes do Morumbi após o empate por 1 a 1 no Campeonato Paulista de 2009, Andrés Sanchez decidiu voltar ao estádio tricolor apenas para jogar como visitante.

Gazeta Esportiva