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 Operários fazem greve em obras do Maracanã para Copa de 2014
17 de agosto de 2011 17h49 atualizado às 18h55

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Um operário se feriu numa explosão ocorrida dentro do canteiro de obras. Foto: EFE

Um operário se feriu numa explosão ocorrida dentro do canteiro de obras
Foto: EFE

Os operários da obra de modernização e preparação do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 decidiram entrar em greve nesta quarta-feira, informou o sindicato da construção pesada do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada depois que um operário se feriu em uma explosão ocorrida dentro do canteiro de obras.

Segundo o sindicato, o operário Carlos Felipe da Silva se feriu quando tentou cortar um galão de combustível que estaria vazio. O galão explodiu e feriu o trabalhador, que teve queimaduras graves e ferimentos profundos nos membros inferiores. Ele foi levado ao hospital Souza Aguiar, no centro da cidade.

"Temos que melhorar nossas condições de trabalho que não são as ideais. Só voltaremos ao trabalho quando nossas reivindicações forem atendidas", disse o diretor do sindicato Romildo da Silva.

A categoria também está pleiteando aumento no salário, que gira em torno de R$ 1,2 mil, plano de saúde e auxílio refeição. De 1,2 mil a 1,5 mil operários trabalham em cada turno de obra do Maracanã. O consórcio responsável e os representantes do sindicato vão se reunir para tentar chegar a um acordo.

"Operários interromperam as obras de reforma do Maracanã no início da tarde. São questões trabalhistas que estão sendo analisadas pelo consórcio executor das obras", disse em nota a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. "A Emop acompanha a evolução das negociações para reinício dos trabalhos", completou.

Segundo fontes do governo do Estado, os operários tem também demandas inusitadas, como a permissão para usar bermudas em dias de calor e para utilizar celulares pessoais nas obras. Os operários chegaram a fazer uma manifestação na parte externa do Maracanã para chamar atenção para o problema.

As obras de modernização e adaptação do estádio estão orçadas em cerca de R$ 1 bilhão. O estádio será um dos principais palcos da Copa das Confederações em 2013 e deve receber a final do Mundial em 2014.

Não é a primeira vez que uma obra da Copa tem paralisação. Em junho, operários que trabalham na reforma do Mineirão fizeram uma greve de quatro dias. Eles pediam aumento de salário e melhores condições, e aceitaram um acordo proposto em assembleia.

Reuters
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