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Adílson supera dramas para assumir a 11 do Grêmio

19 jul 2009 - 09h22
(atualizado às 10h32)
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No tempo em que Neymares da vida chegam aos profissionais com 17 anos, o volante gremista Adílson Warken, 22, dificilmente poderia ser considerado uma novidade. Mas é. Com uma trajetória de alguns altos e baixos no Estádio Olímpico nas últimas três temporadas, o atual camisa 11 do Grêmio se consolidou como titular. Para o Gre-Nal deste domingo, às 16hrs (de Brasília), é uma certeza entre as escolhas de Paulo Autuori.

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Assim como Sandro, que foi preparado para ocupar o espaço de Edinho no Inter, Adílson sempre foi tratado no Grêmio como o sucessor natural de Lucas, melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2006 e negociado no ano seguinte com o Liverpool. Uma lesão delicada e uma decadência técnica quase lhe tiraram o posto, apenas recuperado na atual temporada.

Desde que Willian Magrão lesionou o joelho com gravidade, no sexto jogo da temporada, Adílson assumiu a titularidade do Grêmio, ratificada mesmo com a vinda de Paulo Autuori. Volante que se destacava pela chegada à frente, Warken vai se adaptando bem à primeira função do meio-campo.

"Sou meia ofensivo de origem, então sinto falta de atacar. Mas com a chegada do Paulo (Autuori), que demonstra muita confiança na minha parte defensiva, aos poucos vou me liberando, como contra o Corinthians, que dei uma assistência", recorda, em entrevista exclusiva concedida ao Terra.

O caminho até o Olímpico

Ao contrário de jogadores que dedicam uma vida inteira a um só clube, Adílson chegou ao Grêmio em 2005, quando já havia atingido a maioridade. Formado no Caxias, ele aportou no meio da disputa da Série B. "Foi uma saída um tanto quanto conturbada e uma aposta minha, pelo momento do clube na segunda divisão", explica, mencionando que passou um ano e meio na equipe caxiense.

Depois de realizar um grande papel em competições de base e também torneios com o time B do Grêmio, especialmente a Copa Federação Gaúcha de 2006, em que foi campeão, Adílson já era figura presente no elenco liderado por Mano Menezes, que o indicava como o sucessor de Lucas, àquela altura em ótima fase com a equipe que foi terceiro lugar no Brasileiro. No time que venceu a Copa FGF, jogavam ainda Carlos Eduardo e Willian Magrão.

Com o moral alto em razão do desempenho na competição, Adílson conquistava espaço com Mano Menezes, mas viu uma séria fratura no pé, além de outras lesões, reduzirem seu espaço no Grêmio. Warken viveu uma crise de confiança e perdeu terreno, vendo que a transição dos juniores aos profissionais ameaçava lhe deixar no caminho.

"Os anos de 2007 e 2008 foram difíceis. Joguei muito pouco, fiquei afastado, mas me preparei fisicamente para chegar forte em 2009. Fiz excelentes treinos, até o Roth começar a me levar de novo para os jogos", explica Adílson, que não emplacou imediatamente como substituto de Lucas.

"Tive o prazer de jogar com o Lucas, que tem muita qualidade e não à toa está no Liverpool. Tem um passe muito bom e é um excelente profissional. Procuro me espelhar nele", elogia Adílson, que não viu as coisas fluírem como ele imaginava.

O renascimento

Em jogo decisivo no último Campeonato Brasileiro, Celso Roth tinha vários desfalques para enfrentar o Palmeiras, no Palestra Itália, na 34ª rodada. Adílson então reapareceu no banco de reservas do time. Para surpresa geral, foi acionado no segundo tempo e deu uma ótima resposta. Dali em diante, pouco a pouco foi recuperando o espaço com Roth.

"O Celso tem um jeito um pouco mais duro de tratar no trabalho. É natural dele e me acostumei. Quem está de fora se assusta um pouco, mas ele é tranquilo, brincalhão, gente fina. Não tenho nada a reclamar e o relacionamento com ele foi muito bom", explica.

Na atual temporada, com a saída de Rafael Carioca para a Rússia e a lesão com Willian Magrão, assumiu definitivamente um lugar no meio-campo gremista, algo que se manteve com Roth, Marcelo Rospide e agora Paulo Autuori. "O Rafael nos surpreendeu, principalmente pela qualidade técnica e a tranquilidade em manter a posse de bola e se livrar dos marcadores. , tanto que ficou entre os 3 melhores. O Magrão é muito determinado e somos bastante parecidos. Ainda vai nos ajudar bastante".

Adílson, aliás, tem um grande aliado dentro do Grêmio: o capitão Tcheco, seu companheiro de quarto. "Ele está sempre próximo e a gente sempre comenta, antes e depois dos jogos. Ele me cobra para sair mais para o jogo e aos poucos isso acontece. Me cobro muito também nos passes errados e em finalizar um pouco mais", admite, citando ainda o italiano Andrea Pirlo como referência na posição.

Adilson se destaca pela força física e mobilidade dentro de campo
Adilson se destaca pela força física e mobilidade dentro de campo
Foto: José Doval / Divulgação
Fonte: Terra
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