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Conheça Patrícia Amorim, a nova presidente do Flamengo

8 dez 2009 09h31
| atualizado às 17h26
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Quando tinha apenas seis anos de idade, Patrícia Amorim espantou sua família ao completar, a nado, a travessia entre a Praia do Flamengo e a Praia Vermelha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Tempos depois, já na década de 1980, transformou-se na principal nadadora do Brasil - uma destruidora de recordes brasileiros e sul-americanos. Agora, com 40 anos, ela encara o maior desafio da sua vida, ao tornar-se a primeira mulher a comandar o clube mais popular do País: o Flamengo.

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A ex-atleta foi eleita presidente para o triênio 2010/2011/2012, em uma eleição que terminou no começo da madrugada de segunda-feira, na Gávea, na qual ela obteve 792 votos, contra 699 de Delair Dumbrosck - atual vice-presidente e candidato da situação -, 388 de Clóvis Sahione, e 311 de Plínio Serpa Pinto. O pleito teve a participação de 2.343 associados e transcorreu em um ambiente de tranquilidade.

Para vencer, Patrícia Amorim teve o apoio de três ex-presidentes - George Helal, Hélio Ferraz e Luiz Augusto Veloso. "Eu sabia que seria difícil, principalmente porque o futebol acaba de ser campeão brasileiro, e é sempre complicado encarar a máquina do poder. Mas deu tudo certo", disse a nova presidente, que possui uma usina de ideias na cabeça. "Penso em tanta coisa... Uma de minhas primeiras medidas será apresentar ao Conselho de Beneméritos a proposta de mudança no estatuto do clube, para que os dirigentes respondam judicialmente pelos desvios de conduta no cargo, e não simplesmente sofram um processo de impeachment."

Um dos principais obstáculos enfrentados por Patrícia Amorim na campanha foi a desconfiança dos associados sobre a capacidade que teria para administrar o futebol, que é o carro-chefe do clube. Existe o temor de que ela venha a tirar dinheiro do setor para investir nos esportes olímpicos. "O nosso time é esse que acaba de ser campeão. O técnico será o Andrade, a menos que ele não queira ficar, assim como o Marcos Braz ficará na vice-presidência de futebol. Não o procurei antes por uma questão ética, afinal, ele está ligado à administração do Márcio Braga".

"As pessoas subestimam a minha capacidade de administrar o futebol e vou provar que estão enganados", afirmou.

Patrícia Amorim, que vai assumir no dia 1º de janeiro de 2010, foi a candidata que mais investiu dinheiro na campanha. Com isso, ganhou muitos eleitores. Ela garante que o futebol será prioridade, mas sem deixar de lado a estrutura do clube e os esportes olímpicos. É bem provável que o time profissional - com ou sem a presença de Andrade -, troque o local dos treinamentos a partir do ano que vem, do CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, para a Gávea, como sempre foi no passado.

"A diferença da minha candidatura em relação às demais é o olhar diferenciado para a instituição. É claro que as pessoas torcem pelo Flamengo por causa do futebol, mas um dos aspectos que o faz diferente dos demais clubes são os esportes olímpicos de alto nível. Isso não acontece, por exemplo, no Grêmio, no Internacional, no Corinthians, no São Paulo ou no Cruzeiro, que praticamente existem apenas para o futebol. Não formam atletas olímpicos."

O bom relacionamento entre os candidatos, e a conquista do sexto título brasileiro, serviram para desarmar os ânimos dos mais exaltados. "Eu contribuí com o processo eleitoral mantendo o alto nível nos debates. Fui a candidata mais atacada e, mesmo assim, não reagi. Aliás, não fica nada bem bater boca com pessoas que, cedo ou tarde, irão cruzar por aí com você e, quem sabe, até colaborar na administração. O Flamengo precisa de todo mundo", concluiu.

Primórdios

Melhor nadadora brasileira na década de 1980, a carioca Patrícia Amorim foi apresentada às piscinas do Flamengo quando tinha oito anos de idade. Única representante da natação brasileira nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quebrou 29 recordes sul-americanos, tendo conquistado 28 medalhas de ouro no Troféu Brasil, nos 200 m, 400 m, 800 m e 1.500 m livres. A sua trajetória esportiva foi inteiramente construída na Gávea.

Até o começo deste ano, era a vice-presidente de esportes olímpicos. No entanto, sem aviso prévio, acabou afastada por Márcio Braga e substituída por João Henrique Arêas. A atitude do velho cartola a deixou enfurecida, e até serviu de combustível para que se lançasse à presidência. Casada, mãe de quatro filhos, a empresária Patrícia Amorim - dona de lojas de material esportivo - é vereadora pelo PSDB e está no seu terceiro mandato consecutivo.

Patrícia Amorim é a nova presidente do Flamengo
Patrícia Amorim é a nova presidente do Flamengo
Foto: Agência Lance
Fonte: Especial para Terra
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