1 evento ao vivo

Na sala de espera enquanto o presidente recebia as organizadas

16 jun 2009
17h42
atualizado às 18h52

Barcelona e Manchester United faziam a final da Copa dos Campeões, mas eu não poderia assistir: estava a caminho do Palestra Itália, local onde havia marcado uma entrevista com o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo.

» É mais difícil ser presidente do que ministro, diz Belluzzo
» Rivaldo será o próximo homenageado pelo Palmeiras
» Evair tem grandes lembranças e duvida de novo título
» Veja as últimas do Palmeiras

Às 16h45, ainda no portão principal, fui anunciado à presidência. Na sala de espera, vários quadros do Palestra Itália enfeitavam as paredes e as perguntas que eu faria ao presidente não saíam da minha cabeça: "por que Obina?". "E a Arena Palestra? Quando sairá da maquete?". "O time precisa de reforços? Quem será contratado?" a missão não era ordinária; afinal, estaria diante de um ex-ministro da economia.

Mas a apreensão crescia proporcionalmente ao atraso do presidente: 30 minutos depois do horário marcado e nada de Beluzzo. Perguntei à secretária se ela achava que demoraria muito mais: "ele está em uma reunião rápida com as organizadas do Palmeiras". O atraso estava explicado e o assunto "preços de ingressos" era a pauta atrás daquela porta. Afinal, o Palmeiras cobraria R$ 50 para os torcedores assistirem ao duelo contra o Nacional, pela Libertadores (preço que não anda compatível com o futebol apresentado pelo time).

Quinze minutos depois, Belluzzo abre a porta. Mas ainda não era a minha vez. Sozinho, vai em direção à secretária e pede: "separe quatro ingressos para a secretária de Fulano. Ele vem pegar hoje ainda." E, olhando em minha direção, emendou: "mas eu vou pagar. Aqui todo mundo paga ingresso. Ninguém sai sem pagar".

Mais meia hora de espera e, enfim, os integrantes das organizadas começam a deixar a sala da presidência. De lá, saíram pelo menos uns 15 torcedores que, a julgar pela manutenção dos 50 reais cobrados pelo ingresso, estavam certamente frustrados (embora, dias depois do encontro, Beluzzo tenha baixado o preço para jogos do Brasileiro).

Mal coloco os pés na sala, quem dispara a primeira pergunta é ele: "2 a 0 o Barcelona né?". Ao me ouvir confirmar, o presidente lamentou e eu peguei a deixa "Poderia ter sido o Manchester para o Palmeiras ter a revanche dez anos depois, né?". Foi rápido, mas Beluzzo, visivelmente cansado, sorriu: "seria bom, hein".

Nesta quarta-feira, o Terra publica a segunda parte da entrevista com o presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo.

Presidente Belluzzo está confiante para o ano de 2009 no Palmeiras
Presidente Belluzzo está confiante para o ano de 2009 no Palmeiras
Foto: Raphael Falavigna / Terra
Fonte: Terra
publicidade