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No entra e sai da janela, Brasil resgata bons valores no exterior

1 set 2009 - 16h26
(atualizado às 16h34)
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Os clubes brasileiros parecem ter aprendido que, ao perderem jogadores importantes no meio do Campeonato Brasileiro, também dão margem para que outros mais espertos cresçam na tabela, exatamente como aconteceu em 2008. O Flamengo liderava até perder três titulares - no fim, acabou em quinto, sem vaga na Copa Libertadores e o orçamento arrasado. Em 2009, o futebol do Brasil foi tão vendedor quanto comprador.

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Contratação de peso, Vagner Love foi a grande aquisição palmeirense na janela
Contratação de peso, Vagner Love foi a grande aquisição palmeirense na janela
Foto: Reinaldo Marques / Terra

O volume de jogadores que chegaram do exterior é exatamente proporcional ao dos que saíram para outras ligas. É verdade que muitos jogadores não viviam bons momentos lá fora quando voltaram, como Guerrón no Getafe e Marcelo Mattos no Panathinaikos, por exemplo. O que não quer dizer que não possam ser úteis no futebol brasileiro.

Se não é possível viver sem o dinheiro proveniente das vendas, muitos clubes se planejaram para buscar, rapidamente, jogadores que pudessem repor as perdas. Como o Internacional, que vendeu Nilmar e trouxe Edu, que estava acessível no futebol espanhol. Ou o Cruzeiro, que apostou no experiente Gilberto como substituto de Wagner - e vem se dando bem com ele.

Gilberto, que foi para o Cruzeiro, e Edu, que deixou a Espanha para jogar no Corinthians, são exemplos de jogadores que vieram a custo zero e estavam disponíveis. Ainda que tenham salários considerados altos para os padrões brasileiros, chegaram em transferências diretas, o que torna o negócio mais acessível.

"O grande segredo do futebol brasileiro é montar um grande time com custo pequeno. É o que tentamos fazer aqui", explica o vice de futebol do Corinthians, Mário Gobbi. "Só vamos conseguir quem quisermos aqui quando os clubes tiverem a situação financeira saneada e a nossa moeda valer o mesmo que a de fora".

O Palmeiras e o Grêmio talvez sejam os únicos clubes que saíram até fortalecidos da janela de transferências. A inevitável venda do instável Keirrison precedeu a chegada de Vagner Love, um jogador valioso para os padrões brasileiros. Os gremistas também investiram em Lúcio, Rochemback e Renato Cajá.

Por fim, houve ainda quem olhasse para as ligas sul-americanas com mais carinho. Com uma moeda forte e um futebol atraente, Urrutia e Defederico deixaram seus países de origem, onde tinham prestígio, para defender Fluminense e Corinthians, respectivamente.

Confira os principais contratados pelo futebol brasileiro no exterior:

Atlético-MG
Coelho (Bologna-ITA), Rentería (Porto), Correa (Dínamo de Kiev) e Pedro Benítez (Tigres-MEX)

Barueri
Vinícius Reche (Angers-FRA)

Botafogo
Jefferson (Konyaspor-TUR) e Michael (Dínamo de Kiev)

Corinthians
Edu (Valencia), Marcelo Mattos (Panathinaikos), Defederico (Huracán), Balbuena (Libertad) e Paulo André (Le Mans)

Coritiba
Thiago Gentil (Aris Thessaloniki-GRE)

Cruzeiro
Gilberto (Tottenham), Luizão (Bunyodkor-UZB), Caçapa (Newcastle), Guerrón (Getafe), Leandro Lima (Porto) e Patric (Benfica)

Flamengo
David (Panathinaikos) e Maldonado (Fenerbahce)

Fluminense
Paulo César (Toulouse), Ezequiel González (Rosario Central), Urrutia (LDU) e Adeílson (Nice)

Goiás
Fernandão (Al Gharafa)

Grêmio
Lúcio (Hertha Berlin), Renato (Al Ittihad) e Fábio Rochemback (Sporting)

Internacional
Edu (Betis)

Palmeiras
Robert (América-MEX) e Vagner Love (CSKA Moscou)

Santos
George Lucas (Celta) e Emerson (Milan)

São Paulo
Adrian González (San Lorenzo) e Saavedra (Palestino)

Sport
Fininho (Lokomotiv) e Arce (Oriente Petrolero)

Fonte: Terra
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