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Saiba detalhes do passado palmeirense de Muricy

22 jul 2009 - 18h04
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A vida de Muricy Ramalho é quase toda identificada com o São Paulo, clube em que chegou aos nove anos de idade e construiu toda sua história no futebol. Há um importante período, entretanto, em que Muricy esteve intimamente ligado ao cotidiano do Palmeiras, o que ajuda a explicar o acerto para dirigir o clube de Palestra Itália até o fim do próximo ano.

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Acontece que seu Marinho Ramalho, pai de Muricy, foi um palmeirense fanático. Meio-campista respeitado no futebol de várzea paulistano, ele era amigo de vários jogadores do Palmeiras que brilhava na década de 60. E o filho, que ainda não chegara ao São Paulo, adorava tudo aquilo.

Colonesi, amigo de infância de Muricy desde os tempos do colégio e grande parceiro nas categorias de base do São Paulo, lembra bem quem era o ídolo do amigo.

"Quem não adorava o Ademir da Guia naquela época? O Muricy também adorava. Não tenho dúvida de que o fato de o pai ter sido palmeirense pesou na decisão dele. Ele é um cara extremamente ético, decente, de um caráter acima de qualquer suspeita. Isso também é uma homenagem para o seu Marinho".

"Eu mesmo não tinha ligação com o pai dele, só que eu me lembro que o Waldemar Carabina morava perto dele. Eles jogavam futebol juntos e o Carabina às vezes ia até a várzea prestigiar o pessoal", conta Ademir da Guia.

Colonesi, inclusive, fala da importância do pai na carreira de Muricy como jogador, em que defendeu o São Paulo e o Puebla, do México. "Sempre que o Muricy pensou em parar de jogar, até porque teve uma lesão muito séria no joelho, o pai incentivava para continuar. Fora a qualidade dele, claro, deve muito ao seu Marinho", explica com propriedade, já que teve larga convivência com o agora novo técnico do Palmeiras.

"Nós começamos a jogar no dente de leite, em 69. Eu tinha 13 anos, ele 14. Frequentávamos muito o clube, nossa amizade era de sair junto, frequentar os mesmos bailinhos, dormir um na casa do outro. Mas o pai do Muricy era muito exigente: todo domingo de manhã, ele comia o toco da gente, cobrava que a gente não tinha jogado nada. Isso vai de encontro com a personalidade do filho, claro".

Muricy, que nasceu e cresceu em Pinheiros, na Vila Madalena, se mudou para a Vila Sônia, perto do Morumbi. A mudança iniciou a ligação com o São Paulo, clube em que ele começou a jogar ainda na infância e permaneceu até o último mês, quando foi demitido depois de três anos e meio como treinador.

A morte de seu Marinho tem circunstâncias ainda mais dolorosas que o normal para Muricy. Campeão mexicano em 1983, o então jogador do Puebla, 28 anos, pegou um voo às pressas para comparecer ao enterro do pai. Quando chegou, o ato já havia sido consumado.

Agora técnico do Palmeiras, Muricy se apresentará no Palestra Itália e certamente não irá se sentir um peixe fora d'água. E de onde estiver, o fanático palmeirense, seu Marinho, terá um motivo a mais para torcer pelo sucesso do filho tricampeão brasileiro.

Muricy Ramalho, ídolo no São Paulo, também tem uma pontinha palmeirense em seu passado
Muricy Ramalho, ídolo no São Paulo, também tem uma pontinha palmeirense em seu passado
Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press
Fonte: Terra
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