Brasileiro 2008

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Brasileiro 2008

Sexta, 25 de abril de 2008, 20h11 Atualizada às 20h11

CBF quer tirar bebidas alcoólicas dos estádios

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) colocou como meta, em documento assinado nesta sexta-feira, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios do País. A comercialização já é vetada em alguns Estados, medida apoiada pela entidade que rege o futebol nacional.

Firmaram os papéis o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), Marfan Vieira. O documento assinado é um adendo ao protocolo de intenções celebrado entre as duas entidades em agosto do ano passado.

O objetivo do acordo, segundo a CBF, é facilitar ações práticas que previnam a violência nos estádios e permitam o bem-estar do torcedor. O adendo ao protocolo, além de instituir a proibição ao comércio de bebidas alcoólicas como plano de ação, regulamenta a elaboração dos laudos técnicos sobre as arenas do Brasil.

"Com a proibição da venda de bebidas alcoólicas, pretende-se reduzir substancialmente a violência nos estádios, o que já está comprovado onde essa proibição acontece. Já a regulamentação dos laudos técnicos é fundamental para a segurança do torcedor", afirmou Ricardo Teixeira.

A comercialização de bebidas alcoólicas já é vetada no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, e tem proibição em forma de lei nas arenas de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Uma pesquisa feita no Mineirão mostra que houve redução de 70% nos índices de violência (após a proibição)", disse o presidente do CNPG, Marfan Vieira.

Já a preocupação com a vistoria dos estádios é algo que cresceu na CBF após a tragédia da Fonte Nova. Em novembro do ano passado, parte da arquibancada do estádio baiano desabou e matou sete torcedores que celebravam o acesso do Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro.

"Na Copa do Brasil, 13 estádios foram interditados, e isso continuará acontecendo se os laudos de vistoria não atenderem às condições estabelecidas. Essa questão será de fundamental importância para a vistoria que os membros da Fifa farão visando a Copa do Mundo de 2014", concluiu o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Redação Terra

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