
Atualizada às 08h31 Rodrigo Aör
Nem a presença de mais de 50 torcedores no treino da segunda-feira, em General Severiano, foi capaz de reconfortar o técnico Cuca depois da derrota na decisão do Campeonato Carioca para o Flamengo. Perguntado se uma mudança de ares lhe faria bem, o treinador não afastou a possibilidade e deixou claro que não se sente tão prestigiado pela diretoria quanto pela torcida.
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"Claro que às vezes a gente pensa em mudar de ares e que os dirigentes podem estar com isso em mente, embora não digam. Há ainda outros fatores que podem surgir e contribuir para uma saída", disse Cuca, que, apesar de estar há dois anos no Botafogo, não tem contratado assinado.
A perda do título não foi o único motivo que o treinador teve para lamentar. Para o abatimento, que já seria natural, contribuiu o afastamento do diretor de futebol do clube, Manoel Renha, por motivos pessoais.
Membro da diretoria alvinegra mais ligado à comissão técnica e aos jogadores, Renha, embora nem sempre presente ao clube, era quem reduzia o isolamento do qual Cuca e a comissão técnica vinham se queixando ultimamente.
O treinador afirmou que vai procurar a diretoria para uma reunião de reavaliação do trabalho realizado no primeiro semestre. Nela, poderiam ser definidas dispensas, contratações pedidas há meses por Cuca e até a sua própria demissão.
"É o clube que faz essa reavaliação e entre os pontos a serem avaliados está a minha permanência. Se acharem necessária a minha saída, tudo bem, afinal, não ganhamos o título que todos esperavam", afirmou.
O desânimo provocado pela perda do Estadual e a saída de Renha podem tornar o confronto de quinta-feira, contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, decisivo para o futuro do Botafogo na temporada, já que uma eliminação poderia determinar o fim da trajetória do técnico no clube.
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