
Os projetos de Pelé ainda não estão em sintonia com os do clube em que ele se consagrou. Nesta segunda-feira, o ídolo disse que realizara um sonho ao firmar parceria com o Jabaquara, patrocinada pela Viação São Bento, para formar jogadores e cidadãos através do "Campus Pelé". Mas lastimou não poder trabalhar com o Santos.
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"Todos sabem do meu sonho de estar com essa garotada. Queria que fosse com o Santos, o time do meu coração", reconheceu Pelé, que pretende, ao menos, revelar jogadores para o clube da Vila Belmiro.
"Lamento que o Santos, o Jabaquara e a Portuguesa Santista, os clubes da região, não tenham harmonia. Um dia, quem sabe, possam ser uma coisa só, unidos. Gostaria que pensassem nisso: qual foi o último jogador que o Santos contratou da Portuguesa Santista ou do Jabaquara? E já investiu tanto em outros atletas", comentou.
O Jabaquara é o quarto clube a integrar o "Campus Pelé", que já conta com o Litoral F. C. (clube de Santos criado por Pelé), o Paulista de Jundiaí e até o Lausanne, da Suíça. "O Lausanne foi escolhido porque disputa todos os torneios europeus importantes. Também está sediado no país que mais recebe jogadores estrangeiros", explicou Pelé.
Em seu discurso após marcar o milésimo gol da carreira, Pelé já demonstrava sua preocupação com as crianças brasileiras. "Sempre achei que é necessário dar educação primeiro. Nos Estados Unidos, as pessoas estudam antes de se tornarem atletas. Agora, espero revelar muitos craques e homens para o nosso Brasil", vislumbrou.
Não é apenas às crianças que falta educação, segundo Pelé. Ele ficou indignado com o tumulto em que o zagueiro André Luís se envolveu no estádio dos Aflitos, no jogo entre Náutico e Botafogo, quando se atracou com policiais depois de ser expulso. "A Polícia precisa receber a mesma educação que as crianças", criticou Pelé.
Gazeta Press
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