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Terça, 24 de junho de 2008, 19h50 Atualizada às 11h48

Corintianos consideram cobranças injustas

O técnico Mano Menezes e os jogadores do Corinthians não entenderam o protesto de 16 torcedores durante treinamento realizado nesta terça-feira, no Parque São Jorge. Apesar do empate com a Ponte Preta, no último sábado, a equipe ainda lidera com folga a Série B do Campeonato Brasileiro.

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A principal motivação dos torcedores, no entanto, é a reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (Cori) do Corinthians, que será realizada à noite. Eles exigem que o ex-presidente Alberto Dualib e seu então vice Nesi Curi sejam excluídos do clube.

Os manifestantes aproveitaram a tarde para cobrar uma vitória sobre o Bragantino, chamar o zagueiro Fábio Ferreira de "cachaceiro", o goleiro Felipe de "pipoqueiro" e novamente exigir mais rendimento do meio-campista Lulinha.

"O time é líder da Série B e o torcedor cobra?", reclamou o armador Douglas, para quem os torcedores não precisavam nem gritar que o título da segunda divisão é obrigação. "Estão protestando mais pela forma como perdemos a Copa do Brasil. Mas estamos tranqüilos. O foco é a Série B, e buscaremos o acesso", concluiu.

Assim como Douglas, o técnico Mano Menezes foi poupado de cobranças. Mas também reprovou o que viu. "Não vou alimentar esse tipo de coisa. Todos sabem a minha opinião sobre isso. É ruim trabalhar em um ambiente como esse, ouvindo coisas negativas", lamentou.

O comandante do Corinthians, entretanto, não tomará qualquer medida contra os torcedores.

"O protesto é de uma facção de torcida. Respeito, mas não aprovo. O Corinthians é assim e me preparei para conviver com isso. Você não pode mudar um clube", afirmou. "Também não tenho nada contra assistirem ao treino", concluiu.

Gazeta Press

Agência Lance
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