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Quinta, 3 de julho de 2008, 21h17 Atualizada às 21h32

Luxemburgo critica chefe de arbitragem nacional

No Campeonato Paulista, o técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, chamou a atenção por suas críticas ao Coronel Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem estadual. Ele não se conformava com o dirigente, que acredita ser autoritário. Após as suspensões de Kléber e Valdívia, no Campeonato Brasileiro, o treinador repete suas palavras, mas desta vez em direção a Sérgio Corrêa, comandante da arbitragem nacional.

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De acordo com o treinador alviverde, tanto no nível estadual como nacional os árbitros estão sendo instruídos a não admitirem o diálogo com os atletas, convicção que aumentou após ver Kléber expulso por ter conversado com Djalma Beltrami na vitória palmeirense sobre o Náutico, domingo.

"Os árbitros são donos do jogo. O que o Sérgio Corrêa tem passado, e o Coronel Marinho em São Paulo também, são para que eles se sintam os todo-poderosos. A prepotência tem sido muita clara. Eles têm que apitar normal, e quem comanda que tem que mudar", pediu Luxemburgo, saudosista em relação aos tempos em que era jogador, nos anos 70 e 80.

"Falam que o futebol está muito chato hoje, mas antigamente, na época em que eu jogava, a gente discutia com os juízes, até com palavrão, e tudo era melhor. Tem que ter essa discussão de coisas referentes ao futebol", solicitou o ex-lateral-esquerdo de Flamengo e Botafogo.

Uma das maiores revoltas de Luxemburgo em relação a Sérgio Corrêa é sobre a determinação de que os treinadores devem sentar no banco de reservas imediatamente após passarem as instruções a seus atletas durante as partidas. "Na primeira rodada, enviei uma carta para ele falando sobre isso. Ele respondeu falando que era legal eu mandar a carta, mas que a regra era essa. Mas os estádios brasileiros não dão condição para os técnicos assistirem ao jogo do banco", reclamou o técnico, que sempre lembra que no Real Madrid dificilmente precisava se levantar nos jogos.

Diante do cenário que tem visto com os apitadores, o técnico está certo de que Kléber ficou "marcado" e por isso foi expulso, assim como já ocorreu com Valdívia, quando interpretava que as faltas sobre os chilenos eram ignoradas.

"Sem dúvida o Kléber ficou marcado. Quem viu o jogo contra o Vasco, viu que o (Carlos Eugênio) Simon, que é um grande árbitro, deixou de marcar muitas faltas nele. Isso vai irritando o jogador", analisou. "Não pode ter essa perseguição contra o jogador, um corporativismo para todos os árbitros marcarem o jogador", continuou.

Apesar da injustiça que Luxemburgo tem visto contra seu atleta, o gerente de futebol Toninho Cecílio havia dito na segunda-feira que a atitude do camisa 30 era inadequada, e não descartava uma multa. Quem decidiria isso, contudo, seria o técnico. E o comandante nem titubeou ao desculpar Kléber.

"Nem puni ele, porque ele não mereceu ser expulso. O Kléber não falou nada e tenho duas testemunhas da minha comissão técnica disso", garantiu. "Quando merecer, vou punir e com grana mesmo. O Valdívia, por exemplo, tomou uma cotovelada do camisa 10 do Náutico, que apareceu na televisão, e recebeu o amarelo. Quando os dois merecerem, vão ser punidos, mas do jogo de domingo não merecem", frisou.

Gazeta Press

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