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Quarta, 3 de setembro de 2008, 21h56

"Sensibilidade" no futebol irrita Luxemburgo

Os dois primeiros colocados do Campeonato Brasileiro duelaram na imprensa nesta semana. Na última segunda-feira, Diego Souza ressaltou a importância da vitória sobre o Sport, nesta quinta, para pressionar o Grêmio, que visita o Fluminense dois dias depois. A declaração foi considerada desrespeitosa pelo meio-campista Souza. E a reação do ex-jogador do São Paulo irritou Vanderlei Luxemburgo.

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O técnico se diz cansado das últimas polêmicas criadas no futebol. Protagonistas de "saias justas" com seus colegas de profissão, o comandante palmeirense condenou o que considera um excesso de rigor na análise de comentários, a começar pelo que aconteceu com Diego Souza.

"Tudo depende da interpretação. O Diego não falou nada demais. Se o Palmeiras ganhar, o Grêmio fica com a necessidade de vencer também para não nos deixar só a dois pontos deles. Se fosse o Palmeiras que jogasse antes, também teríamos a mesma obrigação", defendeu o chefe.

"Não teve nenhuma provocação. Se tivesse, eu falaria: 'Diego, não é por aí, calma'. Mas não é o caso. Tem que parar com essa coisa de que tudo no futebol vira polêmica, cria confusão", continuou Luxemburgo, estendendo sua indignação a episódios recentes em que foi envolvido.

"O pessoal do Paraná achou que eu denegri o Coritiba porque eu falei que o Grêmio ganhou deles e a gente não. O Mano ficou bravo porque comentei sobre Corinthians e Botafogo (semifinal da Copa do Brasil). Como se não pudéssemos dissecar sobre coisas do futebol", protestou.

O caso envolvendo o treinador corintiano foi o que mais tirou Luxemburgo do sério. Na época, o palmeirense fez uma análise indicando a Cuca, então à frente do Botafogo, para que anulasse o lado esquerdo do Corinthians, que tem André Santos como força. "Não se pode falar nada que já levam para o lado pessoal. O futebol está muito sensível e estão vendo muito fantasma".

Apesar da indignação, o chefe do Palmeiras não espera mudanças. Para ele, há um círculo vicioso. "O futebol não muda. Só mudam os clubes, os jogadores, mas o resto é tudo igual. Às vezes, alguma coisa aumenta, como as derrotas fora de casa e o maior número de cartões, mas dificilmente tem algo diferente", conformou-se.

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Gazeta Press

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