
Atualizada às 11h49 Depois de deixar o Botafogo com fama de pé frio e não se dar bem no comando do Santos, o técnico Cuca esperava ressurgir no Fluminense. Mas o clube está em crise, na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, e os sorrisos da época da Copa Libertadores escassearam. Ciente da situação, o treinador tricolor admite que no momento está difícil até repousar.
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"Está sendo duro dormir", admitiu o técnico. "Ficar na zona de rebaixamento a cada rodada que passa é algo que nos envelhece muito. Quando acordamos durante a noite é difícil voltar a dormir. A gente começa a fazer cálculos e fica complicado voltar a pensar no sono. O sofrimento é enorme, mas tenho fé em Deus de que possa alterar essa situação".
Durante a semana, o plano do grupo era de que na seqüência de três jogos iniciada no sábado, no Rio, seria somar no mínimo sete pontos. O que já não é mais possível, devido à virada que levou do Coritiba, no Maracanã.
"Contra o Coritiba era o dia de vencermos bem e deslancharmos, deixando a parte de baixo da tabela, o que não ocorreu. Precisamos de eficácia, temos de buscar o 'erro zero'. Tivemos a chance de matar o jogo, mas perdemos quatro chances na área, o Coritiba se defendeu bem e soube aproveitar as chances que teve", afirmou.
O comandante acredita que está mais do que na hora de uma mobilização em prol do clube.
"A palavra-chave neste momento é mobilização. Temos de juntar diretoria, jogadores, comissão técnica e torcida para que tentemos salvar o Fluminense. Não vamos fugir para outra cidade. Vamos trabalhar nas Laranjeiras e receber a pressão da torcida, o que é natural e compreensível. Precisamos sair do buraco e temos condições de conseguir isso", completou.
Cuca topa até conversar com os torcedores mais revoltados.
"Todos sabem que o perigo é iminente e qualquer reação negativa hoje será ruim para todos do Fluminense", ponderou o técnico. "Não adianta querer agredir ninguém ou pichar muros. A torcida tem direito de cobrar, mas não desta forma. Vivo mais dentro do clube do que em casa e, se quiserem, estamos abertos para conversar. Só unindo forças vamos sair desta situação", afirma.
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