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Sábado, 11 de outubro de 2008, 00h49

Presidente do Criciúma nega desespero e brigas

O Criciúma bem que tentou e chegou a pressionar o Avaí, mas, no clássico catarinense desta sexta-feira, pela Série B do Campeonato Brasileiro, a vitória ficou com o time alviceleste, pelo placar de 3 a 0. O novo tropeço manteve o time próximo à zona de rebaixamento mas, apesar disso, o presidente do clube, Édson Búrigo, não vê motivos para desespero.

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"Nós temos tomado todas as ações para mudar o quadro, mas, infelizmente, os resultados não apareceram. Mas também não é motivo para desespero. Vamos trabalhar na busca dos resultados. Se eu jogo a toalha, digo que estou desesperado", disse o dirigente, após a derrota no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.

No entanto, o elenco vê a situação de maneira diferente. O time não tem conseguido os resultados e, após mais um tropeço, continua com 32 pontos conquistados em 30 jogos, apenas um a mais em relação ao Gama, primeiro time da zona de rebaixamento. Para o meia Luciano Bebê, a situação é, sim, preocupante.

"Isso vai nos deixando preocupados. Temos que conquistar pontos fora de casa e, no clássico, nossa idéia era conquistar pelo menos um empate. Temos oito rodadas para inverter isso e manter o Criciúma na Série B", disse o jogador, acompanhado por Cláudio Luiz, que o substituiu no confronto e admitiu temer pelo momento.

"Eu sou um deles, tenho medo. Nosso primeiro tempo foi vergonhoso. Sabemos que temos que melhorar para sair e temos que fazer o dever de casa contra o Bragantino", disse o meia, se referindo ao próximo compromisso da equipe, desta vez dentro de casa.

Para completar, o presidente do Criciúma voltou a falar sobre supostos problemas entre os jogadores do elenco. Durante a semana, Búrigo classificou como normal alguns desentendimentos em um amplo grupo. Nesta sexta-feira, o dirigente negou as mazelas e colocou como bom o ambiente, apesar do difícil momento.

"Fizemos de tudo para que as coisas acontecessem, mas o clima é bom no elenco, a preleção do (técnico) Paulo Campos foi boa e nada aconteceu. Por isso, vamos continuar trabalhando", afirmou o dirigente, que ainda completou. "Tenho certeza, não sei porque insistem nessa situação. Não há nada junto ao grupo. Participei com eles na semana e não sei porque divulgar situações que não existem".

Gazeta Press

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