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Quarta, 15 de outubro de 2008, 13h02

Dirigente acha provocação "imprópria" e vê efeito inverso

As flores que uma torcida organizada do Palmeiras mandou para o Centro de Treinamentos do São Paulo não foram bem recebidas pela diretoria. O superintendente de futebol do time do Morumbi, Marco Aurélio Cunha, não gostou do teor do cartão que acompanhava com o presente.

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"Recebemos com carinho flores, mas o cartão foi um pouco impróprio e vai contra tudo que esperamos no clássico", afirmou o vereador eleito da capital paulista. O que incomodou o dirigente foi o fato de o bilhete ter a mensagem "domingo tem mais".

Marco Aurélio, que geralmente é um dos primeiros a fazer provocações em época de jogos decisivos, explicou que não é o momento de entrar em clima de brincadeiras ou de revanchismo. Ele tratou de jogar a responsabilidade ao adversário por eventuais incidentes.

"É inadequado e impróprio o momento, já que estamos lutando por uma reação boa. Eu sou de brincar, mas não faço isso. Estamos tentando colocar uma prática esportiva adequada. Se acontecer atos ruins, saberemos que a responsabilidade será deles e não do São Paulo", ponderou.

O dirigente, inclusive, acredita que a provocação surtirá um efeito inverso, já que pode aumentar a responsabilidade do Palmeiras, que luta pela liderança, em vencer o jogo de domingo, marcado para o Estádio Palestra Itália.

"O São Paulo é o bicampeão brasileiro e está em conta com sua torcida. Isso só cria uma pressão maior ainda neles, que precisam mais de um título. Não é hora de dar resposta, deixa essa responsabilidade para eles", disse, lembrando que o rival ganhou seu último Brasileiro em 1994.

Apesar de a diretoria do Palmeiras garantir que não teve qualquer influência na brincadeira, Marco Aurélio diz que é obrigação do adversário conter seus próprios torcedores durante o jogo no Estádio Palestra Itália.

"Eles têm obrigação de dominar seus torcedores dentro de sua casa para que não cometam atos impróprios", avisou o dirigente. Na última vez em que o São Paulo atuou no Palestra, um gás tóxico foi jogado no vestiário em que os visitantes estavam.

Gazeta Press

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