
Em quatro anos, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, tirou o clube do inferno e quase levou ao título da Copa Libertadores de 2007. O vice-campeonato do Campeonato Brasileiro, porém, fechou seu ciclo à frente da entidade que ele ajudou a recolocar em seu lugar.
"Foi maravilhoso ver a torcida do Grêmio festejando como se tivesse ganhado o título nacional. Ela sentiu o valor da equipe, o esforço da direção, da comissão técnica e se honrou com a posição do time", declarou o dirigente ao fim da partida diante do Atlético-MG.
Odone assumiu o cargo em 2005, no pior momento possível. O clube havia sido rebaixado para a Série B, e as finanças eram uma calamidade. As perspectivas pareciam ser as piores possíveis. O horizonte gremista não era azul. Porém, o presidente se apegou no principal: a força da camisa tricolor. Foi um trabalho difícil. O vestiário não tinha um time completo. Era preciso contratar em quantidade, mas sem dinheiro.
"Todos os anos, a imprensa do País não acreditou no Grêmio, e, às vezes, tinha razão, porque começávamos o campeonato, como nesse ano, com um time desconhecido, com os garotos, e encerramos o ano sempre respeitados", comentou.
O presidente deixa o cargo com a missão cumprida. Tirou o clube da segunda divisão para colocá-lo de volta na briga por grades títulos. Odone queria ser campeão, mas estava feliz com a conquista de uma vaga à Libertadores.
"O Grêmio não é mais uma surpresa, tem grande média de público e tem 50 mil sócios em dia sem cascata nenhuma. Fomos premiados com a Libertadores, não conquistamos o título, mas Deus está nos aguardando coisa maior", acredita.
Gazeta Press
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