Brasileiro 2008

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Brasileiro 2008

Quarta, 17 de dezembro de 2008, 20h01 Atualizada às 20h40

"Antes podia dar presente?", ironiza Approbato

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato Machado, se mostrou indignado com a medida da Comissão de Arbitragem de proibir os árbitros de receberem qualquer tipo de "presente" dos clubes antes ou depois das partidas por eles apitadas.

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Nesta quarta, a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou uma série de novidades na arbitragem, entre elas a proibição de presentes e a recomendação da chamada 'lei do silêncio', que aconselha os juízes a não darem entrevistas antes ou depois dos jogos para não se comprometerem.

"Acho muito estranho. Antes era permitido dar 'presente'? Isso coloca tudo em dúvida. O esportista pode imaginar qualquer coisa. Se for especificamente ao 'caso do Tardelli', o inquérito ainda não está terminado. Até agora não houve nada de presente. Não sei qual foi o motivo para essa desconfiança. Vou esperar o término das investigações para dar uma posição", afirmou, em entrevista à Rádio Globo, lembrando do episódio ocorrido na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Na ocasião, um dia antes da partida, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, uma denúncia de uma suposta tentativa de manipulação de resultado colocando em dúvida o jogo que definiria o campeão da competição. Com o ocorrido, a CBF decidiu afastar o árbitro Wagner Tardelli, que apitaria o jogo. O nome do juiz foi citado na confusão.

Sobre o caso, Approbato afirmou que não há nenhuma prova de que tenha ocorrido qualquer tipo de tentativa de manipulação de resultado na partida entre São Paulo e Goiás, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, vencido pelo time paulista.

"Se tivesse envelope, seria o chamado corpo de delito. Se algo tivesse sido entregue na Federação, isso deveria ser apreendido pela federação. Não quero me adiantar, mas até agora as provas são precárias para que tivesse havido entrega de qualquer presente ao árbitro", disse Approbato, sobre o possível envio de ingressos de shows da cantora Madonna no Estádio do Morumbi.

"Tanto o presidente como o vice e as próprias secretarias afirmaram que não tinham envelope nenhum. Segundo as testemunhas, não houve nenhum envelope", completou.

Redação Terra

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