
Atualizada às 14h06 O volante Cristian tirou o sorriso do rosto quando lembrou da acusação de Elicarlos a Maxi López. O jogador do Cruzeiro disse que foi chamado de "macaco" pelo argentino do Grêmio, em semifinal da Copa Libertadores da América. Com irritação, o corintiano se conteve para não comentar o assunto com palavrões.
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"Isso é falta de respeito. Se aconteceu mesmo, ele é um tremendo de um bobo por chamar um companheiro de trabalho de macaco", reprovou Cristian, dizendo qual seria a sua reação no lugar de Elicarlos. "Se fosse comigo, daria um murro no meio da boca do cara."
Elicarlos preferiu denunciar o caso à Polícia, gesto aprovado pelo também corintiano William. "Mas é preciso provar primeiro que o Maxi realmente usou esse termo contra o Elicarlos. Não estou dizendo que o Elicarlos é mentiroso, mas ele pode ter se confundido com o idioma. Se ficar provado, o Elicarlos tomou uma atitude correta. As leis existem para manter a sociedade organizada", opinou o zagueiro e capitão da equipe de Mano Menezes.
Já Cristian, que completou 26 anos nesta quinta-feira, continuou exaltado. "Alguns estrangeiros tratam as pessoas de cor sem nenhum tipo de consideração. Mas todo mundo é igual, seja branco, azul ou vermelho", protestou.
O elenco do Corinthians se acostumou a reclamar de atos racistas. O goleiro Felipe, que já moveu processo contra o ex-presidente do Vitória Paulo Carneiro por isso, reclama constantemente de insultos do tipo por parte de torcedores. No ano passado, chegou a dizer que é o racismo é comum no estádio Alfredo Jaconi, do Juventude.
Pelo Campeonato Brasileiro de 2009, o meio-campista Elias acusou o atacante Felipe, do Goiás, de chamá-lo de "neguinho".
Gazeta Press
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