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Segunda, 29 de junho de 2009, 09h14 Atualizada às 09h14

No "fundo do poço", Ney acredita em recuperação do Botafogo

"Nós chegamos ao fundo do poço. A partir de agora, é apoiar o pé no fundo dele e dar impulso para cima, todos juntos". A frase de Ney Franco, dita logo após o vexame contra o Goiás, dá a perfeita dimensão da agonia que tomou conta do Botafogo. Segundo projeção feita pela comissão técnica, para ser o primeiro fora da zona de rebaixamento, ao fim da competição, um clube precisaria ter nove pontos, após a oitava rodada. O Botafogo tem apenas seis.

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Além de ser o pior começo de Brasileiro do século e de ter um início de campeonato abaixo do de 2002, quando desceu à Série B e somou dez pontos nas primeiras oito rodadas, o time alvinegro, até agora, tem desempenho superior a apenas dois dos rebaixados de 2003 para cá, quando o Brasileiro passou a ser disputado no sistema de pontos corridos. Com 25% de aproveitamento, supera apenas Santa Cruz e América-RN, que caíram com 24,5% e 13,5% de rendimento, respectivamente.

Além da frase de Ney Franco, a imagem de André Silva, vice de futebol, após o jogo de sábado, também traduzia bem o atual momento do Botafogo. No estacionamento do Engenhão às escuras, cercado de amigos, dizia não entender porque o rendimento da equipe caiu tanto no Brasileiro.

Ney Franco, sempre muito sereno, já dá demonstrações de que os sucessivos fiascos da equipe tem tirado sua tranquilidade, embora garanta só deixar o clube quando a diretoria quiser. Mas os dirigentes reiteram que não pretendem demitir o treinador alvinegro.

"É a quarta vez que sento aqui (na sala de coletivas do Engenhão), nesta competição, e a terceira que vocês me perguntam se eu continuo. Ninguém gosta disso, mas é o meu trabalho. Sei que a semana será ainda mais turbulenta. Vamos cobrar o máximo dos jogadores e tomar as atitudes que acharmos válidas. De repente, o jogo contra o Atlético-MG será o início desta recuperação e, em breve, eu possa sentar aqui para falar sobre coisas positivas", imagina Ney Franco.

Independentemente da aparente tranquilidade do treinador, o sinal vermelho está aceso e a fervura atingiu a temperatura máxima. Rendimento de 25% supera somente o dos rebaixados Santa Cruz (2006) e América (2007).

Gazeta Press

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André Mourão/Gazeta Press
Mesmo com maus resultados, Ney Franco pe mantido no Botafogo
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