
Atualizada às 09h10 Julio Calmon
Campeão do Mundo, da Copa América e da Copa das Confederações, título conquistado no último domingo, Kleberson tem um currículo digno dos grandes jogadores da Seleção Brasileira. Na volta aos treinos no Flamengo na última terça-feira, o meio-campista, 30 anos, mostrava uma alegria de iniciante que sonha disputar a primeira Copa do Mundo. Sem vestir a camisa amarela desde 2005, Kleberson diz voltar revigorado da África do Sul.
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"Sempre é legal voltar para casa, ainda mais com todo mundo torcendo para você e com o título. Estou muito feliz por ter representado muito bem o Flamengo. Volto para dar sequência ao trabalho. A gente sempre sonha em jogar um Mundial. Disputei um com 22 anos e me marcou muito. Quando se tem a chance de sonhar de novo, a motivação é maior. Mas vai depender do que eu fizer no clube", disse.
O discurso de Kleberson é um alento para o torcedor rubro-negro. Com ele fora do time, o Flamengo perdeu duas, empatou uma e só venceu o time misto do Inter. O próprio jogador admite que sofre acompanhando o desempenho da equipe de longe.
"Sofri como os jogadores que estavam aqui nos jogos contra o Sport e Coritiba. É um grupo ainda em formação e a vitória sobre o Inter mostrou que temos qualidade", emendou.
Mesmo jogando pouco no período em que esteve a serviço da Seleção, Kleberson acredita que a convocação o aproximou de uma nova Copa. O meia teve pequena participação contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, e contra a Itália e a África do Sul, pela Copa das Confederações.
"Não conta só o que você fez dentro de campo, é importante também o contato com a comissão técnica e como você se comporta", explicou Kleberson.
"Quando voltei para o Brasil pensava em ajudar o Flamengo e voltar para a Seleção. Quando fui para a Copa, em 2002, fui convocado no ano da Copa. Agora é manter o trabalho aqui. O título brasileiro pode ajudar", apostou.
Ibson
Quem ficou aliviado com a volta de Kleberson foi o técnico Cuca, que comemorou poder escalar o time titular no próximo sábado, contra o Vitória, no Engenhão.
"Temos a volta de jogadores titulares, acostumados a jogar juntos. Ficamos basicamente com a formação titular e o entrosamento é maior", disse Cuca, referindo-se também ao retorno de Ronaldo Angelim, que cumpriu suspensão no 0 a 0 com o Fluminense.
A alegria do treinador, no entanto, pode durar até o fim de semana apenas. No domingo, o contrato de empréstimo de Ibson chega ao fim. Por enquanto, procurar um substituto no elenco não é a prioridade de Cuca.
"Não trabalho com essa hipótese (da saída de Ibson). Conversei com Kléber Leite e sei que a diretoria está fazendo de tudo para manter o Ibson. E a vontade do jogador é de ficar no Flamengo", comentou Cuca.
Vice-presidente de futebol, Kléber Leite contou que corre contra o tempo para manter Ibson no clube. O Porto deseja cerca de R$ 11 milhões para negociar o jogador em definitivo.
"Avançamos mais um pouco durante esse semana e acredito que até sexta teremos condições de apresentar uma proposta ao Porto", disse Kléber Leite.
Uniforme
Hoje à tarde, na Gávea, o Flamengo apresentará os novos uniformes da Olympikus, que substitui a Nike. O clube irá receber R$ 21 milhões por ano da empresa. A nova camisa será usada no sábado.
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