
Liderados pelo capitão César Prates, um grupo de jogadores da Portuguesa tratou de desmentir, nesta terça-feira, as ameaças feitas por conselheiros acompanhados por homens armados após a derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, no Canindé. Autor da denúncia, René Simões manteve a sua versão e confirmou o fato.
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"Não tenho intenção de prejudicar a Portuguesa, que é um clube pelo qual tenho carinho. Mas estamos construindo uma sociedade no 'ainda bem': ainda bem que ninguém se machucou, ainda bem que só fomos roubados... e eu não vou participar dessa sociedade. As coisas têm que ser ditas quando acontecem e aconteceram, sim", disse o treinador, ao Sportv.
Na ocasião, a Portuguesa completou seis jogos sem vencer e foi vítima de protestos dentro e fora de campo. Após o jogo, César Prates foi o primeiro a dar entrevista, sem relatar nada de anormal. Na sequência, René Simões expôs a invasão do vestiário por conselheiros e, no dia seguinte, pediu demissão. Um dos mais cobrados, o atacante Edno seguiu o mesmo caminho e anunciou sua saída.
"Um senhor, que eu não conheço e disseram que é conselheiro, foi ao vestiário com seguranças e eles estavam armados. Cobraram principalmente do Edno. O Christian tentou segurar o conselheiro para ele se acalmar. Eu também fui para cima e ele dizia 'tire a mão de mim, não toque em mim', como se fosse intocável", relatou o treinador, inconformado. Christian foi um dos que compareceram para desmentir tudo.
Depois de identificar e suspender os invasores, o presidente Manuel da Lupa classificou como "folclore" a presença de pessoas com armas no vestiário. "Não houve invasão. Eles entraram depois de se identificar. E o conselheiro estava com seguranças porque ele anda assim mesmo, já foi sequestrado duas vezes", disse o dirigente ainda nesta terça-feira, na Arena Barueri, onde o time bateu o Figueirense por 3 a 1. Para René, a declaração do elenco não surgiu a toa.
"É óbvio que os jogadores estão sendo pressionados a desdizer o que disseram. É um fato lamentável, mas tem que servir para que não aconteça mais isso", completou o ex-treinador rubro-verde. Por conta disso, o Canindé foi interditado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Por isso, o elenco tenta acabar com a polêmica para voltar a trabalhar em paz.
Gazeta Press
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Ricardo Matsukawa/Futura Press
René Simões deixou a Portuguesa após o ocorrido
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