
Atualizada às 17h51 O embate entre as versões sobre o que teria acontecido no vestiário da Portuguesa após a derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, no Canindé, chegou ao ápice nessa semana. Depois de desmentir versão dada pelo elenco rubro-verde, o ex-técnico René Simões esclareceu o mal-entendido com o departamento jurídico e até se dispôs a depor no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), para acabar com confusão da qual o atacante Edno foi o pivô.
"O René me ligou hoje (quinta-feira), depois dessas notícias todas, e disse: doutor, vamos conversar, porque eu contei uma história que eu vi, e os jogadores contaram a mesma história, mas do jeito que eles entenderam", revelou Giusepe Fagotti, vice-presidente jurídico da Portuguesa.
O treinador explicou ao dirigente que, com poucos dias no cargo, ficou surpreso pela presença de conselheiros e seguranças armados no vestiário. Antonio José Vaz Pinto e Vítor Manuel Macedo Diniz foram cobrar o atacante Edno, que teria mandado a torcida calar a boca após a derrota para o time goiano, na saída de campo. Segundo o vice jurídico, o atacante foi o pivô de toda a confusão.
"Disseram que ele fez outros gestos também, e essa foi a bronca do nosso conselheiro. Como ele tem acesso e é amigo dos jogadores, entrou lá e cobrou", continuou Giusepe Fagotti. Desta forma, a Portuguesa não deve processar René Simões por prejuízos à imagem do clube, pelo contrário - o ex-treinador até se ofereceu para comparecer ao STJD e defender o clube na denúncia que gerou a interdição preventiva do Canindé.
"O René me disse que interpretou tudo sem saber da situação, mas os jogadores conheciam aquelas pessoas. Ele até propôs ir ao STJD no dia do julgamento para explicar que ele e os jogadores viram a mesma cena, mas ele não sabia o que estava acontecendo. Achou que eram torcedores que haviam invadido", complementou.
Segundo Fagotti, a Portuguesa já apresentou defesa quanto às denúncias feitas pela Procuradoria do STJD. Deverá ser julgada com base nos artigos 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referentes à segurança da praça desportiva, pelo qual pode receber multa de até R$ 200 mil, além de perda de dez mandos de campo. "Queremos que seja rápido, para a Portuguesa não ser mais prejudicada", completou.
Gazeta Esportiva
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