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Sábado, 3 de outubro de 2009, 11h31 Atualizada às 16h00

Edno e René deixaram o grupo para trás, diz César Prates

A confusão protagonizada pelo atacante Edno, o técnico René Simões e conselheiros da Portuguesa nos vestiários do Canindé após a derrota para o Vila Nova por 2 a 1, pela Série B, ainda incomoda o lateral direito César Prates. Dispensado da equipe, o ex-capitão manteve a versão de que não houve pessoas armadas na ocasião e concluiu: o elenco foi abandonado pelo atacante e pelo treinador.

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"Não tinha nada de pessoas armadas, como o Edno e o René disseram. Se foram pessoalmente ameaçados depois, aí é com eles. Mas dizer aquilo foi fora do normal e eu não gostei", disse o jogador, que viu o Canindé ser interditado por conta da confusão, obrigando o time a jogar longe de casa na Série B do Campeonato Brasileiro. Diante disso, resolveu tomar uma atitude.

Após a vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, na Arena Barueri, deu entrevista acompanhado de membros do elenco e desmentiu a versão divulgada por René Simões. No mesmo dia, o treinador reascendeu a polêmica ao reafirmar a presença de homens armados acompanhando conselheiros. Edno, um dos envolvidos, chegou a insinuar que César Prates tinha sido orientado a desmentir o episódio.

"Não sei se o Edno queria sair do clube, mas aquele não era o momento de querer forçar a saída. Do jeito que foi, deixaram o grupo para trás, e isso me incomodou", continuou o jogador. "A única coisa que não ficou para mim, de resposta, foi a saída dele. Quanto à confusão, tive personalidade e respondi por ela", complementou.

No dia seguinte à confusão nos vestiários, René Simões pediu demissão da Portuguesa. Atualmente, dirige a seleção da Costa Rica, que tenta confirmar vaga à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Edno também definiu sua saídapara o Corinthians. Já César Prates, mais tarde, terminou dispensado e terá de ficar três meses sem atuar.

Gazeta Esportiva

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Adhil Rangel/Gazeta Press
César Prates comenta sobre saídas de René e Edno
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