
Dassler Marques
Neste exato momento, um meia-atacante habilidoso e inteligente vem sendo preparado para ser o próximo da lista de revelações do Santos, que teve Paulo Henrique e Neymar como grandes expoentes em 2009.
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Trata-se de Alan Patrick, 18 anos, e com três participações em jogos do Santos no Campeonato Brasileiro. Após realizar grandes torneios nos últimos Campeonato Paulista Sub-17 e Copa São Paulo de Juniores, ele foi levado por Vagner Mancini ao elenco profissional, onde se manteve com Vanderlei Luxemburgo.
As participações de Alan Patrick em competições de base e sua iminente chegada aos profissionais do Santos já despertaram a DIS, empresa do Grupo Sonda, que costuma comprar percentuais das principais promessas santistas. Em negociação que trouxe o equatoriano Bolaños para a Vila Belmiro, o parceiro ficou com mais 25% dos direitos econômicos de Alan - e também do atacante André -, ampliando sua participação para 50%.
"Meu contato com o Sonda é muito bom, me dão suporte sempre que preciso e estão me ajudando. Acho que a participação deles na minha carreira tem sido muito boa", disse Alan Patrick em entrevista exclusiva ao Terra.
Atualmente, o jogador realiza trabalhos de reforço muscular e faz media training, para se relacionar melhor com a imprensa. "De janeiro pra cá, passei de 66 kg para 70 kg por causa de suplementos que a nutricionista passa".
Como chegou ao Santos
Natural de Catanduva, Alan Patrick tinha 12 anos e jogava futsal quando a cidade do interior paulista recebeu a visita do Santos. O destaque de Alan foi tanto que os próprios meninos santistas se interessaram em levá-lo à Vila Belmiro. "Pediram meu telefone e tempos depois um cara me ligou", conta.
Como acontece com muitos jovens dessa faixa etária, Alan Patrick saiu de casa ainda na pré-adolescência para jogar com o futsal santista. "Mas meu pai me falou que queria me ver no campo", recorda. "Então depois fui atuar com o time sub-15".
Desde 2007, os pais de Alan Patrick deixaram Catanduva e moram com o filho, a quem trouxeram certo alívio em Santos. "Fiquei três anos sozinho no alojamento. Foi difícil, mas era um preço que precisava pagar. É complicado ter a família longe".
Aposta do mestre Zito
Bicampeão mundial pelo Santos e pela seleção brasileira nos anos 50 e 60, Zito é um dos principais entusiastas de Alan Patrick, a quem certa vez já comparou a Kaká no início de carreira.
"Ele começou aqui com 12 anos e sempre demonstrou ser bom jogador, criativo. Desde que chegou aos profissionais, melhorou muito, cresce a cada dia no aspecto técnico e já tem corpo de adulto", elogia. "É muito tranquilo, sabe onde põe o nariz. É educado, tem família".
Atualmente, Alan Patrick tem a marcação como principal fundamento a ser aprimorado entre os profissionais. "Luxemburgo exige muito isso. Na base, o treinador armava o time e deixava a gente mais solto", diz, sabendo que agora vive outro momento. "Temos que fazer o que ele quer. Com tantos anos, o treinador não vai mudar seu jeito de ser".
O jogador também elogia Vagner Mancini, seu primeiro técnico no time de cima. "Sempre conversou muito comigo, me deu conselhos. A gente não tem noção de como é no profissional".
Atualmente, Alan Patrick procura o primeiro momento de brilho após participações rápidas e discretas contra Santo André, Botafogo e Barueri. "Dá uma ansiedade, mas já estou mais tranquilo. É agora colocar meu futebol pra fora".
Na Vila Belmiro, isso é questão de tempo para quem conhece o jovem. "Vai dar um bom jogador. Ele vai chegar", afirma Zito.
Redação Terra
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Gazeta Press
Alan Patrick vem sendo preparado para brilhar com a camisa do Santos no próximo ano
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