
Atualizada às 08h04 Mal havia terminado o Gre-Nal, o técnico Mário Sérgio foi efusivamente festejado por D'Alessandro e Taison, que ele havia substituído ao longo do segundo tempo. Seu controle sobre o grupo ficou evidente. Ao entrar na sala de entrevistas, todo de preto, o comandante colorado fez questão de dividir os méritos da vitória com os jogadores.
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"O esquema que montamos só deu certo devido à doação deles, porque exigiu muito sacrifício. Eles tinham de criar, atacar e voltar correndo para a marcação. O D'Alessandro saiu por isso, estava extenuado, já com dificuldade de sair da marcação. O Taison também. Parabéns ao grupo", disse Mário.
Do ponto de vista do treinador, o Grêmio só teve liberdade para trocar passes em seu próprio campo. "Quando o adversário tentava avançar, dava de cara com dois paredões. A linha de meio-de-campo e a de zagueiros. Tudo bem, o Alecsandro ficou meio abandonado lá na frente, mas isso estava previsto, e passou a ser mais importante ainda devido ao nosso gol no início da partida".
Diante dos elogios generalizados ao lateral direito Daniel, um ex-júnior que ele tirou do Inter B, Mário preferiu se conter. Disse que Danilo, o outro lateral, que está lesionado, fazia boas partidas. Por que o 4-4-2, se ele dissera que sempre usaria três zagueiros, todos quiseram saber. Porque o Grêmio vinha com apenas um atacante, Perea, explicou ele.
"Depois, com Herrera e Perea, que não são atacantes de área, bastou segurar os nossos laterais para tirar o espaço deles nos deslocamentos. Nosso time foi taticamente perfeito. Só faltou prender a bola e virar o jogo um pouco mais, mas na próxima partida isso já vai aparecer", declarou.
Mário vibrou com a aproximação da ponta da tabela e voltou a justificar pontos perdidos por sua equipe, principalmente os do empate com o Fluminense. E ilustrou sua tese com o 2 a 2 do time carioca no Serra Dourada, depois de estar perdendo por 2 a 0 para o Goiás.
"Agora, temos dois jogos importantíssimos pela frente, quarta com o São Paulo e domingo com o Botafogo. Pena que não teremos o Guina no Morumbi", lamentou. Guinazú, que estava pendurado havia dez rodadas, recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico.
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