
A festa do acesso vascaíno pode acontecer neste sábado, contra o Fortaleza, a 2.805 km de distância do Rio de Janeiro. Após uma Série B bastante regular, em que o time primou pelo futebol eficiente, e foi incompreendido pela torcida muitas vezes, a alegria de voltar à elite pode acontecer longe de casa. Sorte dos que embarcarem na invasão ao Nordeste.
Mas para isso o Vasco precisará de uma combinação de resultados para comemorar já no sábado o acesso: a diferença para o quinto colocado (Figueirense, Portuguesa ou Ponte Preta podem ficar nesta posição ao fim da rodada) precisa ser maior do que 15 pontos.
Na história recente da Segundona, grandes clubes foram rebaixados e subiram no ano seguinte. Alguns comemoraram o acesso jogando diante da torcida e outros travaram duelos memoráveis em campos adversários. O Vasco vai confirmar, mais cedo ou mais tarde, seu lugar no caminho já traçado por essas tradicionais agremiações, neste século.
Em 2003, Palmeiras e Botafogo conseguiram o acesso em um campeonato diferente do atual, com três fases. No quadrangular final, ao lado de Sport e Marília, o Palmeiras conseguiu 16 pontos, o dobro da soma do Botafogo, e subiu com folga. No jogo do acesso, na Ilha do Retiro, o time paulista precisava apenas de um empate, mas derrotou o Sport por 2 a 1 e sagrou-se campeão. O Botafogo fez sua festa em casa, no Caio Martins, quando venceu o Marília por 3 a 1.
O Grêmio, em 2005, protagonizou um dos momentos mais emocionantes do futebol brasileiro, no jogo final de sua passagem pela Série B. O time gaúcho enfrentava o Náutico, no estádio dos Aflitos, e não podia perder. O Grêmio, já com um jogador a menos, teve mais três expulsos, após confusão generalizada, motivada pela marcação de um pênalti para o adversário. No entanto, Gallato defendeu a cobrança e Anderson, logo depois, marcou o gol da classificação gremista. A partida virou filme e ficou conhecida como A Batalha dos Aflitos.
Em 2006, o Atlético-MG confirmou seu acesso longe da sua fanática torcida e do Mineirão. A classificação veio contra o Coritiba, no Paraná, após uma virada por 3 a 2. Na rodada seguinte, o título contra o Ceará, também longe de casa. O reencontro e a festa só aconteceram diante do América-RN, com Mineirão lotado e mais 6 mil pessoas no estádio Independência.
No ano seguinte, foi a vez de o Coritiba se garantir na Séria A, matematicamente, com quatro rodadas de antecedência e com o apoio da torcida, no Couto Pereira, após empatar em 2 a 2 com o Vitória.
No ano passado, o Corinthians sobrou na turma da Segundona, conquistando o acesso com seis rodadas de antecipação. O jogo da festa foi como todo torcedor corintiano esperava: com o Pacaembu lotado por mais de 30 mil pessoas. Dentro de campo, o time de Mano Menezes derrotou o Ceará por 2 a 0.
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