
A torcida do Internacional escolheu os três vilões para a má fase do time no Campeonato Brasileiro. Momentaneamente alijado da disputa pelo título, as principais reclamações em relação aos jogadores estão nas duas pontas do time, o goleiro Lauro e o centroavante Alecsandro. A outra base do tripé da insatisfação é a direção.
Após a derrota para o Botafogo, no domingo, o clima ficou pesado no Beira-Rio. Durante a partida, Lauro e Alecsandro foram muito vaiados. Ao final do jogo, o goleiro, cercado por seguranças, deixou o estádio ouvindo reclamações veementes em relação às suas atuações. Já o atacante preferiu utilizar uma saída alternativa, evitando o contado com os torcedores, que chegaram a jogar moedas em direção ao vestiário.
Os fãs colorados acreditam que Lauro seja um "chama gol". Alguns gols sofridos acabaram tendo o jogador como culpado, mesmo quando a bola não é defensável. Caso do gol de Juninho, do Botafogo, no fim de semana. Apesar das críticas, o goleiro mantém a calma.
"Quando ganha, ganha todo mundo. Quando perde, perde todo mundo. Lógico que quando não se faz gols, se cobra do atacante, e quando se toma, se cobra da defesa. É natural ser cobrado. É importante ter a cabeça tranquila", opinou.
Lauro sofre a síndrome de um clube que teve uma era vitoriosa com o mesmo homem vestindo a camisa 1. Foi assim com Clemer, em seguida substituído por Renan. O contexto ajuda a fragilizar a situação do arqueiro com os torcedores.
Sem fazer gols há quatro jogos e demonstrando dificuldades com a bola quando sai da área, Alecsandro é o mais visado por quem vai aos jogos no Beira-Rio. Ele possui a incumbência de substituir Nilmar. Porém, seu trabalho não tem agradado os colorados em geral. "Os números estão do meu lado", se defende o autor de 27 gols na temporada. O centroavante tem razão, ele é o artilheiro do clube no ano. Além disso, é o terceiro maior marcador de gols do Brasileiro, atrás de Adriano e Diego Tardelli.
Aos olhos dos torcedores, a estatística não é suficiente. O avante está há quatro jogos sem marcar. A falta de gols nos momentos decisivos, como a reta final do Brasileiro, é outro fator reclamado pela torcida.
No colo da direção cai grande parte da insatisfação. O principal motivo é a venda de Nilmar ao Viillarreal no fim de julho. Além dele, também deixaram o Beira-Rio o volante Magrão, vendido ao futebol árabe, e o zagueiro Álvaro, dispensado. A torcida acredita que se o antigo camisa 9 ainda estivesse no clube, o time teria um jogador diferenciado, capaz de decidir uma partida em um lance individual.
Outra reclamação dos torcedores é que a atual gestão está mais preocupado em vender jogadores do que conquistar títulos. O presidente do clube, Vitorio Piffero, nunca escondeu que sua política é a de vender um jogador por ano para manter em bom estádio as finanças. Porém, em 2009 além de Nilmar e Magrão, também, foram negociados o volante Edinho e o meia-atacante Alex.
Gazeta Esportiva
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