
Atualizada às 20h53 O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, afirmou nesta terça-feira que irá oferecer denúncia contra o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, pelas declarações contra o árbitro Carlos Eugênio Simon e contra o órgão, após a partida contra o Fluminense, no último domingo. No total, o cartola alviverde pode ser punido por até três anos e meio de suspensão de suas atividades.
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Na ocasião, Simon anulou um gol legal de Obina, não viu cabeçada de Alan em Armero e não deu pênalti no zagueiro Danilo, entre as reclamações palmeirenses. Em declarações, Belluzzo chamou o árbitro de "covarde", "vigarista" e "ladrão". Além disso, citou um possível favorecimento à outras equipes no julgamento de Vagner Love, que foi suspenso por duas partidas.
O dirigente do Palmeiras será indiciado em três artigos. O primeiro será por "ofender moralmente membros de Órgãos Judicantes ou autoridades públicas", pelo qual pode pegar de 60 a 360 dias de suspensão.
Por "manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros do Conselho Nacional de Esporte (CNE); dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva, e contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los", o presidente poderá ser suspenso de 30 a 180 dias.
Paulo Scimitt disse ainda que está avaliando a conduta de Belluzzo para decidir se ele será indiciado por "incitar publicamente a prática de infração", que poderia render de um a dois anos de suspensão. Caso seja condenado em todos os artigos, o presidente do Palmeiras poderá ficar afastado do futebol por até três anos e meio.
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Fernando Pilatos/Gazeta Press
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