Marquinhos comemora o primeiro gol do Grêmio no Gre-Nal
Foto: Lucas Uebel/Grêmio.net/Divulgação
A vida do meio-campista Marquinhos, do Grêmio, vinha sendo, segundo as própria palavras dele, um cárcere privado. A má fase e a proximidade da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro faziam com que o jogador não tivesse vontade de sair de casa por sentir-se envergonhado com a situação.
A vitória por 2 a 1 sobre o Internacional, neste domingo, fez as nuvens se dissiparem no horizonte do clube tricolor. A preocupação começa a dar lugar à esperança de melhores resultados nas próximas rodadas e um afastamento definitivo nas últimas posições.
"O Grêmio pode mais. O grupo tem qualidade, às vezes falta um pouco daqui e um pouco dali. A qualidade é indiscutível. Não adianta nada se não colocar a qualidade em prática. O campeonato é muito disputado. Jogador que joga no Grêmio tem que pensar lá em cima. Vão dizer que ganhamos um jogou e estou pensando em título. Não é isso. Vim para cá com esse intuito. É trabalhar. Primeiro temos que sair da zona incômoda que estamos. Estávamos impaciente", contou o gremista, em tom de desabafo.
A atuação madura do time diante do Inter recebeu elogios por todos os lados. Marquinhos exaltou as escolhas do técnico Celso Roth. "Fizemos um primeiro tempo muito bom. O segundo tempo foi mais tático, marcamos mais o Inter do que jogamos. Isso é mérito da qualidade do treinador", analisou.
Desde a chegada do meia, uma das questões levantadas é a possibilidade dele atuar junto a Douglas. Ex-dirigentes rechaçaram essa hipótese, defendendo as características históricas dos times gremistas.
Os treinadores preferiram ser cautelosos ao falar do assunto, mas nas suas decisões, mostravam-se pouco propensos a escalar a dupla. Para o clássico, Roth apostou neles.
"Nesse jogo a gente jogou junto e conseguimos ser feliz. Vamos deixar o Celso decidir. O importante é quem entrar dar conta do recado. Todo o time foi bem", disse Marquinhos.
- Gazeta Esportiva














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