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 Deficiente físico denuncia abusos da polícia em confusão em Barueri
06 de novembro de 2011 18h51 atualizado às 20h45

O jogo entre Palmeiras e Coritiba deste domingo teve momentos de tensão antes mesmo de a bola rolar na Arena Barueri. Um confronto entre torcedores dos dois clubes gerou uma confusão com a polícia e até uma reclamação de um deficiente físico.

Vítima de uma amputação na perna esquerda, o professor Carlos Roberto, de 39 anos, presidente de uma organização não governamental (Instituto Barueri Paraolímpico), assegura ter sofrido um golpe na cabeça de um policial. E ainda acusou ser vítima de ironia por parte do funcionário público.

"O policial me acertou na cabeça e ainda me falou que o lugar de deficiente físico é em casa. Eu quero denunciá-lo, mas não lembro bem o nome, não sei se é Priguetti, Briguetti", afirmou o deficiente, conhecido por Carlinhos em sua ONG.

O professor veio acompanhado de seu filho ao estádio, Juan, de quatro anos. "Eu só vim ao estádio por causa do menino, eu nem gosto de vir normalmente", emendou Carlinhos, demonstrando grande irritação.

A confusão em Barueri ocorreu porque palmeirenses atacaram um ônibus com torcedores do Coritiba que teria errado o caminho. No veículo, foram arremessadas várias pedras. Por isso, a Polícia Militar agiu com bombas e utilizou a força para afastar os mais exaltados.

Nas imediações da Arena Barueri, vários torcedores se mostraram surpresos com o confronto. Anteriormente, as facções organizadas de Palmeiras e Coritiba eram consideradas amigas.

Gazeta Esportiva