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Ana Paula cuida do corpo e da beleza
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| Rogério Lorenzoni/Terra |
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Ana Paula de Oliveira, 27 anos, bandeirinha que faz parte do quadro da Fifa, apareceu para o mundo do futebol por seu exotismo. Figura incomum no universo masculino, a auxiliar de arbitragem, depois de oito anos na profissão, conquistou o respeito e a confiança da maioria.
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A bela do futebol ainda contou alguns segredos, como a admiração que tem pelo meia Kaká. "Ele é o nosso galã, disparado".
Fora de campo, Ana Paula ainda aprende a lidar com os efeitos colaterais de sua profissão. Apesar de colher muitos bons frutos com a fama, ela também conta que já perdeu relacionamentos por causa da sua profissão.
Confira a entrevista exclusiva da bandeirinha ao Terra Esportes, que falou à reportagem enquanto mantinha a forma física em uma academia da cidade de Campinas:
Durante a infância, como era seu contato com o futebol? Você via jogos, ia a estádios?
É engraçado... Eu detestava futebol, até porque meu pai era árbitro. Quando eu era criança, queria assistir desenhos no final de semana e meu pai, como de praxe, queria assistir a jogo. Então o meu primeiro contato foi com ele. Depois, aos 14 anos, quando ele apitava os jogos, precisava de alguém para ficar na mesa... Para ser mesário, o que hoje no futebol nós chamamos de delegado ou quarto árbitro. Comecei a atuar com ele, passei a ter gosto e fiz o meu primeiro curso com 15 anos. Continuei trabalhando na mesa por mais quatro anos. Aí o pessoal quis fazer uma brincadeira com meu pai e me disse: 'Agora você já conhece bastante de regra, vai bandeirar um jogo inteiro, porque nós queremos ver qual vai ser a reação do Joel'. Ele quis morrer, quase teve um infarto, porque eu fiz dois jogos seguidos e imagina... A filha dele bandeirando. Aquela coisa perigosa, porque o futebol amador é perigoso. Depois deste contato de fazer um jogo inteiro, eu gostei. Fui para São Paulo fiz o curso da Federação Paulista (de Futebol) e hoje estou aqui.
Quando começou, você disse que apitava jogos. Ainda quer ser árbitra ou ficar como bandeirinha?
Pretendo ficar bandeirando. Espero que o público brasileiro e internacional me veja bandeirando, pois tenho o sonho de chegar à Copa do Mundo. Não sei se vai ser a Copa da África ou a Copa aqui do Brasil, quem sabe, em 2014, mas a minha meta é essa. Acredito que para isso minhas chances são maior bandeirando do que apitando.
Para quem você torcia na infância? Ainda torce?
Se eu falar que não torci, seria mentira. Todo mundo no Brasil tem um time do coração. Mas eu vou deixar uma coisa bem clara. Quando me tornei árbitra, cheguei a trabalhar em um jogo deste clube. Você tem um contato com a equipe brigando por ela, e você brigando pelo seu trabalho. Foi um jogo importante, e alguns atletas desta equipe me insultaram, aquela coisa normal de jogo... Aí a partir desse dia eu disse: agora não tenho mais time. A minha equipe é meu trabalho. Como eu brinco, é a Arbitragem Futebol Clube. E como o pessoal brinca comigo no Interior, é a Ana Paula Futebol Clube. Então eu visto essas duas camisas, porque eu sei o quanto é difícil ser árbitro de futebol.
Você disse que teu pai que te introduziu no mundo do futebol. Mas foi ele também que mais te incentivou?
Não. Olha que engraçado... Ele me colocou sem querer, só para anotar. E foi um susto para meu pai quando eu quis me tornar árbitra. Ele não queria. Demorou cerca de dois anos para ele aceitar. Quando ele viu que não tinha jeito, comecei a levá-lo aos estádios. Ele começou a me acompanhar nessas categorias juniores. Foi então que ele viu que eu tinha jeito e começou a fazer as devidas correções. Mas até então ele era totalmente contra.
Qual foi o momento mais importante da carreira até agora?
Tive vários momentos. Tive um ano de 2001 maravilhoso, foi quando eu estreei na Série A do Campeonato Paulista. Foi quando eu fui para meu primeiro campeonato feminino brasileiro e tive o prazer de fazer a minha primeira final, já em 2001. Em 2003, a final do Paulista entre São Paulo e Corinthians foi um marco na minha carreira. E no ano passado eu realizei um sonho, que era estar em uma competição olímpica. Sempre sonhei como atleta... Essa era minha meta, ser jogadora de vôlei. Em Atenas eu fui como árbitra. Tive o prazer de sentir como é uma Olimpíada e bandeirar em dois grandes jogos. Então acho que foram muitos momentos que marcaram minha carreira. E é lógico, quando pisei no Maracanã pela primeira vez como árbitra.
Qual é a próxima marca que você quer quebrar?
Para o ano de 2005 eu tracei uma meta, que era fazer pelo menos um joguinho da Copa Libertadores. Esse ano eu já cumpri com essa meta. Fiz não só um, mas dois, Palmeiras x São Paulo e depois São Paulo x Palmeiras. Espero agora fazer um belo Campeonato Sul-Americano. Espero ter mais oportunidade do que eu tive no ano passado. Quero melhorar minha marca física e meu inglês para, quem sabe, no ano que vem, participar de partidas internacionais. Nem que sejam amistosos, mas já é um primeiro passinho para uma carreira internacional.
E qual foi o pior momento de sua carreira?
Teve um marco muito importante na minha carreira, porque eu acho que é assim que todo mundo tem que um dia cair. Tem que dar dois passinhos para trás para dar depois dois à frente. Isso aconteceu comigo em 2001, num clássico entre Nacional e Juventus da Série A2. Foi um jogo que marcou, porque... Sabe aquele jogo que dá todo errado? (pausa e risos) Deu tudo errado naquele jogo e depois eu acabei pegando a devida suspensão. Mas para mim foi importante. Foi um momento de reflexão, até para saber se era isso que eu queria mesmo. Então, pensei: vamos melhorar. A partir daí as coisas só cresceram. Acho que o árbitro tem mais momentos ruins do que os jogadores, porque nós decidimos nossa carreira em 90 minutos. Você faz 89 minutos perfeitos e, no último minuto, a sua carreira pode sair do céu para o inferno.
Atletas sonham com títulos, fama, dinheiro... E uma bandeirinha, sonha com isso também?
Eu sonho com marcas a serem quebradas. Já quebrei algumas. Neste ano consegui algumas, como neste jogo da Libertadores, que fui a primeira mulher a fazer. Fui a primeira mulher em São Paulo a fazer uma final de Campeonato Paulista. A minha meta agora, para mim talvez seja um grande título, quem sabe ir para uma Copa e conseguir fazer pelo menos um joguinho. E depois tentar ir para uma segunda e, quem sabe, tentar ir para uma final. Se eu não chegar, como em Atenas, à final, pois o Brasil pode estar participando, que eu faça uma disputa de terceiro e quarto. Para mim vai ser o mesmo gostinho de final, pois a nossa Seleção vai estar disputando o título e eu vou estar no terceiro x quarto.
Dá para ganhar um bom dinheiro só bandeirando?
No caso da mulher ainda não. O homem, por ter uma regularidade maior de escala, ele consegue já ter uma estabilidade maior. O pessoal fala que árbitro ganha muito, mas não ganha. O árbitro ganha na somatória de escala, porque nós ganhamos por jogo. E a mulher ainda não é tão bem escalada como o homem. Em São Paulo, pelo contrário, fiz um belo campeonato neste ano. E, o Brasileiro deste ano, também comecei muito bem. Estou com três escalas seguidas, mas muitas vezes no sorteio acabamos perdendo. Mas se eu conseguir manter uma regularidade de quatro jogos por mês, dá para começar a ter uma vida normal. Sem luxo, sem nada. Dá para pagar as contas e viver disso. Hoje sou funcionária pública. Trabalho em Hortolândia, onde sou coordenadora para tentar ajudar no meu orçamento.
No mundo da arbitragem, normalmente se faz mais inimigos do que amigos, até porque, como você falou, o trabalho é de alto risco. Mas você é uma das poucas que têm fãs. Como vê isso?
Você vê que coisa curiosa? A Ana Paula de Oliveira, hoje, é diferente de tudo isso. Eu tenho carinho da torcida e do público. Tenho respeito dos jornalistas, dos diretores de clubes e até dos próprios jogadores. A minha relação com tudo isso é muito bacana. Espero conseguir manter pelo resto da minha carreira. Nem todo mundo conquista isso, e eu tive a felicidade de conquistar. Tenho um carinho muito grande pelos torcedores, independentemente da camisa que eles vestem. Quando entro no estádio eles me cumprimentam. Depois me insultam, me cumprimentam de novo... Teve torcedor que já me insultou o jogo inteiro e, quando eu estava saindo para ir embora, veio me pedir autógrafo. Eu disse: 'Você me xingou o jogo inteiro...' E ele disse: 'Ana, você sabe que faz parte do futebol. Mas eu gosto de você, acompanho a sua carreira...' Aprendi a lidar com isso. Estive esses dias em São Bento, e o pessoal gritava meu nome. Tento retribuir da melhor forma. Faço um gesto discreto, porque muitas vezes pode ter duplo sentido. Porque, depois que o jogo começa, tenho que fazer meu trabalho, independentemente do carisma ou não. Agradeço muito o carinho do público, não só de São Paulo. Estive em Salvador e foi legal. Em Porto Alegre, onde dizem que o povo é machista, pelo contrário... Toda vez que vou ao Sul, o carinho triplica. Passei a ter um carinho a mais por eles. Serve até como incentivo, porque para a mulher é difícil.
Quando começou a ser escalada para jogos de relevância, para todos, sem hipocrisia, você era uma atração mais por ser mulher do que por sua qualidade. Depois você passou a ser muito elogiada pelo nível técnico. Como você vê essa mudança?
Acho isso muito bacana, porque nós vivemos ainda num país machista, por mais que não se queira admitir. O preconceito existe. Em 2001, quando fiz meu primeiro jogo transmitido ao vivo por uma grande emissora, o pessoal perguntava: 'Será que a menina tem mesmo competência? Será que ela vai realmente desenvolver um grande trabalho?' Os anos se passaram, eu consegui me firmar e estou mostrando que temos condições. A mulher e o homem, quando se propõem a fazer alguma coisa e gostam do que fazem, as coisas simplesmente acontecem.
Foi difícil mostrar que, além da beleza física, você tinha competência?
Posso dizer que sou uma mulher de sorte. Eu tenho oito anos de carreira, Vamos dizer que os quatro primeiros foram problemáticos. Depois disso, o pessoal viu que eu tinha condições, as coisas simplesmente aconteceram. Cada jogo foi uma prova. Fui feliz. Também tive sorte. Só competência não adianta, é um conjunto de fatores. Hoje, independentemente do risco que representa o jogo a que eu vou, o pessoal comenta que o trio (de arbitragem) é legal, a assistente é boa. Chegar até aqui, eu pensei que fosse difícil, mas não é. Acho que o difícil vai começar a ser agora para eu me manter neste nível que alcancei.
Como era seu relacionamento com os jogadores no início da carreira e como é agora? Mudou muito? Eles te respeitam mais?
Eles respeitam mais. Anos atrás, eles falavam: 'É mulher... Vai dar circo. Uma mulher bandeirando? Onde já se viu?' Hoje vou para o jogo, o pessoal me cumprimenta e dá parabéns. Também me dão boa sorte, e eu retribuo. Uma coisa que me marcou foi quando fiz Flamengo x Coritiba, no Rio. O capitão, que era o Felipe naquela época, eu nunca tinha feito um jogo dele e ele veio falar comigo. Disse que viu um jogo meu, me deu parabéns e disse que esperava que eu repetisse a boa arbitragem. Disse para eu ficar tranqüila, que eles não iam dar trabalho para mim. Isso é um respeito. Eles viram meu jogo pela televisão, viram que eu tenho condições e não me deram trabalho.
Você fez amizade com algum jogador, técnico ou dirigente?
Acho que o convívio se limita ao jogo. Às vezes se faz jogos de uma mesma equipe por muito tempo. O Emerson leão, por exemplo, fiz vários jogos dele. Mas nada de se tornar amigo. Tem aquele respeito que você está tão habituada a ver. Então cumprimenta: 'Oi, tudo bem professor?' Não sou amiga de nenhum deles. Quando tem uma seqüência de jogos, cria uma afinidade. Mas se limita só àquele momento. Quando acaba o joga não tem mais contato.
Se o contato fica apenas dentro de campo, algum deles já tentou te cantar lá?
Há muito tempo já. Mais nas categorias de base. Os meninos doa juniores são mais saidinhos. No profissional, por mais que tenha algum intuito, eles se limitam apenas a falar: 'Realmente comentaram que você é bonita... E você é'.
Então é uma cantada de qualquer maneira...
É, mas bem sutil e bem discreta. Nada de forma acintosa.
Até mesmo porque os jogos são transmitidos pela televisão e eles podem ser flagrados...
É problemático. Então existe um respeito grande e mútuo.
Neste período que você aparece na mídia, você já namorou ou namora? E nunca teve caso de ciúmes em um relacionamento seu?
Já, claro. É normal. No começo foi difícil entender isso. Namorei e perdi relacionamento por isso também. É aquela coisa de opção... 'Se você quer isso eu não vou ficar com você'. Muitas vezes para a pessoa que está ao seu lado é difícil administrar por causa da fama ou do status. Mas não me acho uma pessoa famosa. Eu sou supernormal.
Ser famosa pode não depender apenas de você...
Às vezes você pode acabar sendo convidada para fazer fotos em uma revista. E é difícil para a pessoa administrar isso. Infelizmente está sendo complicado administrar isso nos relacionamentos. Mas não estou muito preocupada com isso. Acho que no momento certo vou arrumar uma pessoa legal e bacana, que vai conseguir lidar com tudo isso.
Você se relacionaria com algum atleta ou um fã?
Acho que com um fã é mais fácil. Com um jogador é muito difícil, não dá. Se eu namorar um atleta ou um dirigente e a imprensa ficar sabendo, isso pode ser usado contra mim e contra ele também. E isso não é interessante. Acho que com um fã seria mais fácil. (risos)
Dos jogadores que estão em atividade, qual é o mais bonito?
Sem dúvida, disparado, é o Kaká. Tive o prazer de fazer jogos dele quando ele ainda vestia a camisa do São Paulo. Hoje é bacana você ver o talento e onde ele está hoje. Ele é o nosso galã, disparado.
E tem algum jogador internacional que você ache bonito?
Fazer o quê? O Beckham... Não tem o que discutir. Não tive ainda o prazer de fazer um jogo dele, mas quem sabe um dia? Hoje ele é o símbolo de beleza.
E seu relacionamento com os torcedores? Eles te abordam nas ruas?
Brinco muito com o fã que me aborda na rua. Porque, quando a pessoa passa e me pergunta se eu sou a Ana Paula, eu falo: 'Nossa você gosta de futebol'. Até porque, no meu dia-a-dia, eu sou diferente. No campo de jogo, eu estou de camisa, calção, meião, cabelos presos. Então é mais difícil associar a imagem. Normalmente eu estou de cabelos soltos, com uma roupa totalmente diferente. Então eu dou autógrafos, tiro fotos... Eu tenho ídolos também. O dia em que eu tiver condições de pedir um autógrafo para eles, quero ser atendida.
Quem são seus ídolos?
Tenho vários. Na música, sou fã da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, mas não tive o prazer de encontrar ainda com eles. Aqui no Brasil, conheci o árbitro Carlos Eugênio Simon, que hoje é meu amigo. Sou fã do árbitro italiano Colina. O dia que tiver oportunidade, vou pedir para ele assinar minha camisa. Acho ele o máximo.
A beleza te ajuda em que sentido no futebol?
Talvez hoje. Vamos ser bem realistas... No começo me atrapalhou muito, porque o meu biótipo não era o biotipo de uma mulher associado ao futebol. Então muitos achavam que eu ia tirar proveito para ouros segmentos. Atrapalhou muito. Mas hoje o pessoal já viu que eu sei o que quero. Talvez isso favoreça não só à Ana Paula, mas à imagem da árbitra no Brasil. Há alguns anos atrás se imaginava que a mulher para gostar de futebol precisava ser masculina, com cabelo curto. Isso não tem nada a ver. Eu provei que eu posso gostar de futebol e nem por isso deixar de ser mulher. Uma coisa não tem nada a ver com a outra
Você sempre entra em campo bastante produzida. E fora de campo?
Sim, é normal. Hoje estou treinando na academia, então não dá. Mas um batom e uma colônia básica.... Um rímel também não pode faltar. Se vou para um evento mais de classe, como na festa do Paulista, uso um vestido longo. Não é porque eu faço uma atividade masculina, atuo como árbitra, que deixo de ser mulher.
Você é vaidosa?
Sim. Tanto que no campo eu passo gel e um batom básico. É bacana que alguns médicos, quando passam para atender algum jogador em campo, eles falam: 'Quando você está no jogo eu adoro, porque eu passo e sinto o cheiro do perfume'. Então é legal isso. O brinco, mesmo que pequeno, eu também uso. Sempre friso que estou no meio deles, mas não deixo de ser mulher.
Você acha que o Brasil, dentro e fora de campo, é um país machista?
Sim, a prova está aí. Com as atletas femininas que jogam bola, ainda existe preconceito. É difícil um pai e uma mãe aceitarem que uma filha jogue bola. É difícil para que um pai aceite que uma filha seja árbitra. Hoje a Ana Paula, a Sílvia (Regina), todas as árbitras, conseguiram mudar um pouco essa imagem. A nossa imagem favorece uma menina que queira ser árbitra. O pai pode dar apoio. Há alguns anos era impossível. O meu pai não me aceitava como árbitra.
Então também existe machismo fora de campo...
Acho que sim. Conseguimos quebrar uma parte dele, mas não todo. Se vou para o jogo com um trio masculino, se eu errar, sem dúvida, vai ser muito mais enfatizado do que o erro do homem. Sem dúvidas, o meu acerto também vai ser enfatizado, porque ainda é diferente. Mas acho que o Brasil já está muito à frente. Já é o quinto ano que eu faço divisões principais do Paulista. Hoje o pessoal já começou a aceitar. Estamos começando a ser tratadas igualmente. Ainda não de forma igual, estamos começando. Tanto que hoje a cobrança é que a mulher faça o mesmo teste (físico) dos homens, o que já é uma questão de igualdade mesmo.
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