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Segunda, 27 de junho de 2005, 18h53  Atualizada às 21h16
Paulo César Gusmão deixa comando do Botafogo
 
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Paulo César Gusmão não é mais o técnico do Botafogo. O treinador garantiu, na tarde desta segunda-feira, não ter mais clima para continuar no cargo.

Isso aconteceu depois da entrevista que Bebeto de Freitas, presidente do clube, deu na manhã desta segunda, culpando o treinador pela crise instalada no Botafogo desde a semana passada.

O treinador acusou o diretor de marketing do Botafogo, Jéferson Melo, pelo clima ruim nos bastidores do clube. Jéferson é homem de confiança de Bebeto na sua ausência.

"Uma das coisas que pedi foi os salários em dia não só dos jogadores, como dos funcionários. Eram dois meses de atraso dos salários do Botafogo. Ele me perguntou se eu queria algum reforço e eu só falei para ele colocar os salários em dia", disse Gusmão, em entrevista à Rádio Globo.

O ex-treinador do Botafogo admitiu que recebeu proposta do Corinthians, após a demissão do argentino Daniel Passarella.

"Quando o Corinthians veio até mim, o que realmente houve o interesse, em nenhum momento fiz leilão. Na ocasião, só pedi que ele pagasse os salários em dia no Botafogo até dezembro", completou.

Crítica

O presidente do Botafogo afirmou hoje que a relação com Gusmão estava abalada. Isso ocorreu após uma conversa que Bebeto teve com o técnico no último dia 22, na qual Gusmão afirmou que não tinha qualquer problema dentro do Botafogo.

"O que me deixou chateado foi o fato de eu falar com ele na quarta-feira e ele me garantir que não tinha nenhum problema. Então, eu fui surpreendido com essas declarações a partir da quinta, que ele estaria isolado e tudo mais", disse.

Sobre as questões salariais, o presidente do Botafogo confirmou que o treinador não questionou em nenhum momento sobre as remunerações do grupo, a não ser a do próprio técnico.

"O que eu coloquei foi que essa discussão que aconteceu foi em cima do salário dele, a reclamação era sobre salário dele exclusivamente. Ele, em nenhum momento, mencionou sobre outros salários a não ser o dele. Ele colocava que estaria com dois meses de salário atrasado, o que acredito que não. Quem tiver certo, vai prevalecer, não há briga por questão de salário", afirmou.

No entanto, Bebeto de Freitas sabe que os salários do elenco estão atrasados e nunca puniu nenhum jogador por reclamar por isso.

"Nunca deixamos de colocar isso para ninguém, ninguém gosta de pagar atrasado. Em nenhum momento, eu coloco que eles não tem o por quê de falar quando recebem, isso é um direito que eles têm. Assim como também não temos que anunciar que estamos pagando, pois isso é obrigação nossa. Jamais impedi que alguém contestasse o atraso de salário do Botafogo", garante.


 

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