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A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ameaça desfiliar - consequentemente, proibir que disputem competições continentais - o Internacional caso não seja retirada a ação movida na Justiça comum por um torcedor contra a anulação dos 11 jogos do Campeonato Brasileiro apitados por Edílson Pereira de Carvalho.
O árbitro disse que foi subornado para manipular os resultados dessas partidas. Na realização dos novos jogos, o Corinthians reverteu resultados negativos e conquistou mais quatro pontos, suficientes para ultrapassar o Inter e ser campeão brasileiro pela quarta vez.
No comunicado enviado ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolas Leoz, afirma que, com base no artigo 61 do estatuto da entidade, um clube filiado que tentar reverter na Justiça comum decisões da Justiça desportiva será expulso dos quadros.
O documento diz que a punição também se aplicará caso a ação seja movida por terceiros, caso do time colorado.
"A Conmebol entende que recorrer a tribunais ordinários em questões de natureza desportiva constitui uma afronta ao futebol e contribui para o descrédito da seriedade dos torneios de futebol. Além disso, significa uma interferência indevida nas competições esportivas, o que caracteriza uma violação fundamental dos princípios da Fifa".
Reações
O comunicado caiu como uma bomba no Beira-Rio. Abalado, o presidente do Inter, Fernando Carvalho, interpretou o documento como uma verdadeira ameaça ao clube.
"Vocês estão vendo. Isso é uma ameaça. Está claro. Vamos analisar a situação com calma", afirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Carvalho está reunido com advogados do Inter definindo o próximo passo. Conselheiros ligados ao presidente querem que o clube vá até o fim na briga por seus direitos. Carvalho foi enfático ao lembrar quem a Conmebol apoiaria numa disputa jurídica. "Sempre vamos perder para a CBF", disparou.
Na quarta-feira, o dirigente havia feito um apelo ao torcedor Leandro Konrad Konflanz, que solicitou a ação, que a retire da Justiça.
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