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Série A
Segunda, 31 de julho de 2006, 09h20  Atualizada às 09h34
Secretário defende uma só torcida em Gre-Nal
 
Site oficial do Inter/Divulgação
Os torcedores gremistas conseguiram botar fogo em um banheiro químico do Beira-Rio
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Preocupado com a baderna nas arquibancadas do estádio Beira-Rio no clássico entre Grêmio e Inter neste domingo, o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Omar Amorim, aponta para a presença de apenas a torcida de um dos times como uma solução de paz nas partidas entre as equipes.

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Omar Amorim disse à imprensa gaúcha, nesta segunda-feira, que a situação de ontem é típica das "guerras" de torcida dos clubes da Argentina e que a presença de apenas uma torcida (ou a do Grêmio ou a do Inter) no Gre-Nal seria um caminho para garantir o duelo com menos tensão.

O secretário concluiu que irá discutir o assunto com o Ministério Público para que possam encontrar a melhor solução, para tentar garantir a segurança dos gaúchos.

Ontem, a torcida gremista promoveu uma "guerra civil" com policiais do estádio. Primeiramente, antes do início do jogo, os fanáticos tricolores derrubaram grades de separação do local e partiram para cima das autoridades lançando bombas de fabricação caseira e pedras contra as autoridades, que conseguiram controlar a situação para o início da partida.

Depois, no intervalo, eles entraram novamente em confronto com a polícia, descendo da arquibancada e cercando os oficiais contra a grade inferior que cerca o gramado, situação que foi novamente controlada.

Não satisfeitos, os torcedores do Grêmio reiniciaram a baderna no decorrer do segundo tempo, e, desta vez, conseguiram arremessar um banheiro químico à beira do gramado e incendiá-lo em seguida, provocando uma grande fumaça que interrompeu a partida por duas vezes e mobilizou bombeiros os quais levaram alguns minutos para acabar com o foco.


 

Redação Terra