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A Editora Globo foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça a pagar R$ 35 mil de indenização ao atacante Edmundo por danos morais. O jogador processou a empresa em função de uma nota publicada pela Revista Época no dia 13 de maio de 2002.
Segundo o veículo da Editoria Globo, o atleta seria usado como "exemplo de rejeição" pelo PSDB nas eleições presidenciais. A empresa recorreu na tentativa de reverter a decisão do Superior Tribunal de Justiça, mas a ministra Nancy Andrighi rejeitou o recurso.
Desta forma, além de pagar a indenização, a editora ainda é obrigada a publicar a íntegra da decisão em favor do atleta na mesma seção em que o texto de 2002 foi divulgado. O próprio Edmundo também chegou a recorrer, pedindo aumento da multa, mas não foi atendido.
A matéria de 2002 mostrava uma possível técnica do PSDB para desmoralizar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A idéia seria mostrar que as pessoas não mudam de uma hora para outra. O Edmundo, conhecido como Animal, seria o "garoto-propaganda".
Na suposta campanha, de acordo com a Revista Época, o atacante "de repente, em um jogo, comete falta e aceita até a expulsão em clima de paz. Ao final da propaganda, aparece a pergunta: Você acredita que Edmundo mudou?".
O Tribunal de Justiça carioca entendeu que "é inegável a tentativa de achincalhar a imagem do autor, induzindo o leitor ao raciocínio de que o seu nome significa uma espécie de catástrofe nacional, ligado a tudo de ruim que possa vir a acontecer no país".
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