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Domingo, 29 de outubro de 2006, 22h03  Atualizada às 22h59
Lyon quer atacante corintiano de volta
 
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O presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, afirmou neste domingo que pode tirar do Corinthians o atacante Nilmar. De acordo com o dirigente, que disse ter uma oferta do Santos pelo jogador, a chance é grande, uma vez que o clube do Parque São Jorge não pagou os dez milhões de euros acordados.

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"É uma hipótese realista e (o técnico) Gérard Houllier o quer. O contrato determina que, se não cobramos o jogador, ele voltará a seu clube de origem. Ainda tem dois anos de contrato com o Olympique de Lyon porque o assinado com o Corinthians seria obsoleto", explicou o dirigente.

Foi por isso que Nilmar, em recuperação de cirurgia no joelho, recebeu a visita de franceses nos últimos dias. "Fomos vê-lo. Os médicos, em particular o professor Bernard Moyen, se informaram diretamente sobre como se encontra e que disposições tem", acrescentou Aulas.

O atacante não teve grandes atuações quando passou pelo futebol europeu, mas chamou a atenção com seu bom desempenho no Brasil. A recente naturalização de Cláudio Caçapa e a iminente de Juninho Pernambucano podem abrir espaço para o jogador no Lyon.

"No Brasil, ele fez uma grande temporada e ali é um dos melhores atacantes do campeonato. Se viesse, estaria classificado para a segunda fase da Copa dos Campeões. Ele estaria interessado em voltar ao Lyon e o Santos também mostrou interesse em contratá-lo", declarou o dirigente.

Indignação

Jean-Michel Aulas se mostrou revoltado com a atitude da Fifa no caso Nilmar. Na visão do presidente do Lyon, a entidade que rege o futebol mundial deveria tomar uma atitude contra o Corinthians, que não pagou pela contratação do atacante.

"A gestão da Fifa tem duas velocidades. Resolve rapidamente os problemas quando lhe interessa e muito menos depressa os que lhe interessam menos ou os que têm a ver com o Brasil. Não sei se existe um eixo forte Brasil-Fifa, mas, em todo caso, não fazem nada, o que é escandaloso", protestou.

"Existe um regulamento para resolver este tipo de litígio, mas não se aplica à Federação Internacional, que freia e não se ocupa como deveria do problema. Parece que não somos o único clube do G-14 neste caso", completou Jean-Michel Aulas.
 

AFP

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