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Série C
Quinta, 23 de novembro de 2006, 15h46  Atualizada às 17h46
Além de atletas, Bahia deve a funcionários e fornecedores
 
Heliana Lima
Especial para o Terra
 
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A crise no Bahia parece que não tem mais fim. Com poucas possibilidades de passar à Série B no ano que vem, o clube deve a fornecedores, funcionários, médicos, jogadores e ainda tem de administrar uma dívida trabalhista de cerca de R$ 170 mil.

No total, segundo alguns conselheiros que preferem não ser identificados, o tricolor deve R$ 60 milhões, mas espera reduzir o débito à metade com a Timemania.

Nesta semana, a diretoria pagou apenas para alguns jogadores os salários de setembro. Os atletas (13, no total), entregues ao departamento médico não receberam, mas o presidente Petronio Barradas informou que esta situação será regularizada nas próximas semanas.

O atacante Paulo César é um dos mais revoltados com a situação. Somente recebi parte do meu salário porque fui até o presidente cobrar o que tinha direito. A situação está tão ruim que vou usar parte do dinheiro e comprar remédios para o meu tratamento, porque o departamento médico do Bahia está entregue às moscas, não tem nada", disse o jogador a emissoras de rádio de Salvador.
 

Redação Terra