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Anunciado como novo coordenador de futebol do Coritiba no lugar de Capitão Hidalgo, o ex-dirigente Domingos Moro contradisse o presidente do clube, Giovani Gionédis. Ele garante que ainda não aceitou o convite feito pelo mandatário do clube para retornar à diretoria.
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"O Moro deixou o Coritiba por um problema de ordem pessoal, ele havia
perdido o emprego e, como não era remunerado, saiu. Agora, ele volta no momento mais importante para o Coritiba e volta mais amadurecido", disse Gionédis.
Moro, por sua vez, desmente o presidente. "Fui convidado na semana passada e pedi para pensar. Fico feliz com um convite desse, até porque representa que tudo que fiz no passado foi reconhecido. E além disso, que tudo que disseram a meu respeito não era verdade", disse Moro.
Domingos Moro deixou a vice-presidência do Coritiba na temporada de 2004 alegando problemas pessoais. Ele pretende tomar uma decisão a respeito do convite de Giovani Gionédis apenas na quarta-feira, quando volta ao Paraná.
Na entrevista, o presidente também apresentou o resultado da perícia que atesta a veracidade da assinatura do ex-presidente do Coritiba, Evangelino da Costa Neves, que alegou não ter assinado a ata de afastamento da diretoria antes das eleições de 2005.
Alegando falsificação da assinatura de Evangelino, os opositores da atual
diretoria pediram a abertura do processo de cassação de Gionédis ou então sua renúncia. Mas o atual presidente afirmou que não deixará o cargo.
"Não renuncio e não renunciaria para não entregar o Coritiba a essas
pessoas. Eles eram a situação do passado que levaram o Coritiba a essa
ruína financeira, não tiveram competência e abandonaram o barco", reforçou Gionédis.
Quanto a contratações para a próxima temporada, o presidente disse que há uma lista com 40 jogadores, mas que as negociações só começarão com a chegada do novo coordenador de futebol. "A diretoria não iniciará esse trabalho sem ouvir a pessoa que vai responder pelo futebol", comentou.
Ao final da entrevista, Gionédis garantiu que o Coritiba retorna á Série A em 2008. "Esa é a promessa que eu faço. Eu vou voltar", finalizou o dirigente.
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