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Pressionado por conselheiros e torcedores, o ex-presidente do Bahia Paulo Maracajá (o mais influente conselheiro do clube) admitiu que vai trabalhar nos bastidores para modificar os estatutos do time tricolor e possibilitar a eleição direta para os cargos diretivos.
Desde que deixou a presidência do Bahia, há mais de 15 anos, todos os mandatários tricolores tiveram o aval de Maracajá. A situação financeira do Bahia é caótica. Depois que o clube fez uma péssima campanha no octogonal decisivo da Série C, os números vieram à tona.
Por mês, o time consome cerca de R$ 700 mil com salários, dívidas trabalhistas, impostos, equipamentos, fornecedores de produtos e serviços, mas somente arrecada 50% deste valor.
No total, a dívida hoje do Bahia atinge R$ 60 milhões e o clube não tem jogadores valorizados no mercado para negociar e reduzir o débito. A situação é tão crítica que, por falta de pagamento, a linha telefônica do Fazendão (concentração e local de treinamento do clube) foi cortada e apenas recebe ligações.
Os jogadores, que entram de férias ou serão dispensados nesta quinta-feira, estão com os salários atrasados há dois meses. Nesta quarta-feira, contra o Criciúma, campeão antecipado da Série C, o Bahia encerra a sua triste participação na competição.
O cenário retrata bem a crise tricolor: o jogo será realizado com portões fechados, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
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