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O departamento médico do Bahia chegou ao fim da Série C do Brasileiro cheio de jogadores contundidos, mas com o quadro de funcionários menor. O atraso dos salários provocou o pedido de demissão dos médicos Luiz Henrique e Adriano Fonseca antes mesmo do fim do campeonato.
Nesta quinta-feira, quem resolveu dar o basta ao descaso da diretoria do clube foi o fisicultor Jorge Lago. Após 24 anos trabalhando para o Bahia, ele deixa o clube com 14 meses de salários atrasados.
"É um momento triste da minha vida, ainda não joguei a toalha, mas você não encontra ninguém para dar uma satisfação. Há meses aqui que nós viemos sofrendo com esses problemas. Hoje nós vivemos uma situação de renegados e isso me deixa magoada", lamentou Jorge Lago.
O Bahia terminou a participação na Série C do Campeonato Brasileiro com sete jogadores em tratamento no departamento médico. Os contundidos são Dadico, Luciano Baiano, Peris, Émerson, Juninho e Paulo César. Destes, quem tem maior chance de permanecer no clube é o zagueiro Émerson.
A diretoria do clube tem interesse na renovação do contrato do jogador, que teve um bom desempenho na zaga tricolor durante a Série C e se recupera de uma cirurgia feita com urgência após ter uma hemorragia interna abdominal em conseqüência de um choque com o goleiro Darci no primeiro Ba-Vi do campeonato.
O atacante Paulo César, 25 anos, também foi um dos destaques do elenco durante as primeiras fases da Série C, mas as contusões que enfrentou prejudicaram seu rendimento e tiraram o jogador da reta final do campeonato.
A situação do atacante ainda é incerta por conta da hérnia de disco que enfrenta. Além disso, o principal rival do Tricolor baiano, o Vitória, também está de olho no jogador.
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