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Quinta, 14 de junho de 2007, 11h35 Presidente do América-MG pode ser preso |
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O presidente do América-MG, Antônio Baltazar, pode ser preso devido a ação trabalhista movida pelo ex-goleiro do clube, Milagres, segundo o advogado Fábio Cruz.
Desde 2001, Milagres cobra na Justiça cerca de R$ 500 mil referentes a direitos trabalhistas. Na época, como garantia do pagamento, foram penhorados 20% dos direitos do meia-atacante Wagner, que, recentemente, voltou ao Cruzeiro.
O presidente Antônio Baltazar era o avalista da dívida, o depositário fiel. Contudo, no ano passado, o América-MG vendeu a parte dos direitos que tinha sobre o meia-atacante Wagner ao Cruzeiro, como parte de um acordo que envolveu mais seis jogadores e R$ 1 milhão. Agora, a ação de Milagres está em fase de execução e há poucas chances de acordo.
"Até hoje não fizeram nenhuma proposta viável. Uma das propostas foi pagar a metade das dívidas em 36 meses. Esse tipo de proposta a gente não vai discutir", disse Fábio Cruz, que não aceita também troca de bens como garantia da dívida.
"A solução é ele depositar o dinheiro. A pena é a prisão. No Brasil, depositário infiel e não pagamento de pensão são as duas únicas coisas que dão prisão", completou.
Para a advogada do América-MG, Carolina Máximo Santana, não existe motivos para preocupação. Segundo ela, todas as transações são legais e feitas com o total consentimento do Tribunal de Justiça Trabalhista.
"Essa é a única ação que não integra o Condomínio. Mas estamos negociando um acordo. Houve sim a tração de atletas com o Cruzeiro, mas tudo foi feito com autorização judicial. Não existe obscuridade. Foram medidas para reestruturar o clube", explicou a advogada, que evitou o conteúdo da petição incorporada na defesa do América.
A juíza Cristiane Jorge Oliveira pode se pronunciar nesta quinta-feira sobre a ação movida.