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Terça, 28 de agosto de 2007, 21h14 

Dualib presta depoimento e alega inocência

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Em um depoimento que durou quase cinco horas, no prédio do Tribunal Regional Federal, no centro de São Paulo, o presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, afirmou que, se soubesse que o dinheiro do Grupo MSI era ilícito, não teria feito a parceria, no fim de 2004.

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Dualib foi ouvido pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis, que acatou denúncia do Ministério Público Federal, e pelos próprios promotores da MPF, que investigam a parceria há dois anos. Depois dele, foi a vez de o vice Nesi Curi falar.

"Não houve novidade no depoimento. Ele (Dualib), obviamente, alegou inocência e disse que, se soubesse que o dinheiro (do MSI) era ilícito, não teria feito a parceria. Mas continuo confiando nas provas obtidas pelo Ministério Público Federal", afirmou o promotor do MPF Sílvio Luís Martins de Oliveira.

Dualib e Curi, além do empresário Renato Duprat, do dirigente Paulo Angioni e do advogado Alexandre Verri, são acusados de crime de lavagem de dinheiro. O russo Boris Berezovsky e os iranianos Kia Joorabchian e Nojan Bedroud, que tiveram a prisão preventiva decretada, respondem por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Cansado e abatido, Dualib deixou a sala da 6ª Vara Criminal por volta das 18h15 (havia começado a depor às 13h30).

"Não posso falar muito porque é segredo de Justiça. Estou tranqüilo, mas com muita fome porque não almocei", afirmou o presidente afastado do Corinthians, que deixou o prédio acompanhado de seu advogado Roberto Podval.

Podval retornou à sala rapidamente para se encontrar com Curi.

Nesta quarta-feira, às 13h, será a vez dos depoimentos de Renato Duprat, que intermediou a parceria e que representou o Corinthians por alguns meses, e Alexandre Verri, advogado do MSI.

Lancepress!