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Segunda, 24 de setembro de 2007, 13h48  Atualizada às 13h50

Inter prega "cautela" após gravação de Dualib

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Fernando Carvalho, presidente do Internacional entre 2002 e 2006, disse nesta segunda-feira que o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, deve ordenar uma investigação sobre as declarações do presidente do Corinthians em 2005, Alberto Dualib.

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Em escutas divulgadas pela Polícia Federal, o cartola paulista disse que o título brasileiro daquele ano deveria ter ficado com o Inter e cita a palavra "roubado".

Segundo Carvalho, o Inter recebe a divulgação da gravação feita pela Polícia Federal "com cautela".

"Mas estamos atentos. Mais adiante pode surgir nessas fitas alguma evidência de corrupção neste ou naquele jogo, a compra do árbitro de determinada partida, coisa assim. Aí, sim, estourada a bomba, será o caso de se retirar o título do Corinthians e transferi-lo para o Internacional", disse Carvalho.

Ele ressaltou ainda que se for comrpovada, a irregularidada não será novidade no mundo do futebol.

"A Juventus ganhou um título italiano, perdeu esse título e ainda foi rebaixada para a segunda Fdivisão", lembrou o ex-presidente colorado.

Carvalho recordou também que o Inter "esperneou" o que pôde contra a repetição de 11 jogos dirigidos pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, mas teve que se submeter à decisão do STJD.

"Aquilo transitou em julgado e não há mais volta. Mas o fato de o próprio presidente do Corinthians da época estar dizendo agora que o título foi roubado e que o Inter é que deveria ser o campeão, isso tem que levar à abertura de uma investigação severa por parte do tribunal", disse.

Tanto Carvalho quanto o atual presidente, Vitório Piffero, vêm declarando ao longo desses dois anos que "tiraram o título do Inter na mão grande". Mas o cartola diz que essa é uma maneira de falar. O árbitro prejudicar uma equipe no futebol, segundo ele, não quer dizer necessariamente agir de má-fé.

"Todos os colorados disseram, naquele jogo contra o Corinthians apitado pelo Márcio Rezende de Freitas, que o Inter foi roubado. Eu inclusive. O pênalti não foi marcado e o Márcio expulsou o Tinga, em vez de expulsar Fábio Costa. Mas nunca disse que o Márcio agiu de má-fé. Não tenho provas para isso" disse Carvalho.

"Por isso é que eu digo que é preciso investigar. De repente, se surgir uma prova de corrupção em uma dessas gravações, a coisa muda completamente de figura", concluiu.

Lancepress!